
"A gente sempre está tentando trazer jogadores. Mesmo se estiver tudo bem, aparecendo um jogador bom no mercado o São Paulo vai atrás. Às vezes não dá, pois os valores são muito altos, mas o empenho da diretoria é grande. Mas o São Paulo não faz loucura para contratar jogador. O salário aqui é pago adiantado, o "bicho" é bom, mas não pode fazer loucura, como outros clubes fazem, e depois ficar no vermelho", disse. "Todo mundo quer vir pro São Paulo porque aqui paga em dia. Tem jogador de time grande em São Paulo se oferecendo para a gente porque não está recebendo no clube dele. Fizemos algumas contratações caras, como Luis Fabiano, o Jadson, mas tem que ter pé no chão", completou.
Após o "não" do português André Villas-Boas, ex-Porto e Chelsea, o time tricolor segue tentando um treinador gringo. Para Milton Cruz, haveria dificuldade na adaptação, mas o interino se prontifica a ajudar: " Tem bons nomes de treinadores estrangeiros, assim como no Brasil. Agora, depende da diretoria escolher bem, e eles são capacitados para isso. Treinador de fora tem a questão da adaptação, do idioma, e isso dificulta. Mas se vier um estrangeiro, não tem problema. Falo inglês, japonês, e o que a diretora decidir vai ser bem aceito", afirmou.
Cruz, inclusive, diz que gostaria que a diretoria são-paulina contratasse "o mais rápido possível" um treinador. No comando da equipe mais uma vez após demissão de técnico, o auxiliar diz que permanecerá à frente do time até que a diretoria anuncie um novo nome, e que não pretende ser efetivado.
"Sou funcionário do clube e tenho que fazer o que é pedido. O Juvenal me chamou ontem (terça-feira) e falou que eu fico até chegar um novo treinador. Já cheguei a ficar oito meses como técnico e levei o time à Libertadores. Vai depende da diretoria. Espero que eles possam conseguir alguém o mais rápido possível, para que ele (novo treinador) tenha tempo para conseguir nosso objetivo, que é primeiro conquistar uma vaga na Libertadores, e, se der conquistar o título brasileiro. Ainda tem a Copa Sul-Americana no meio. Mas sou funcionário, e, enquanto precisarem de mim, vou ficando...", disse.