Brasileirinhos: Lucas rejeita apelido e tenta gravar seu nome na história

Série do Esporte Espetacular sobre os jovens craques do futebol nacional traz em sua segunda reportagem a revelaçõe são-paulina

Fonte globo.com
A cada vez que entra em campo, Lucas, de 19 anos, carrega a responsabilidade de ser um dos principais jogadores do São Paulo e a expectativa de se firmar como titular da Seleção que disputará a Copa de 2014. Assim como deixa facilmente para trás os marcadores quando engata uma de suas arrancadas características, espera projetar seu nome mundialmente na história do futebol.
Mas Lucas quase não teve a chance de firmar seu próprio nome na galeria de promessas do futebol nacional, personagens da série de reportagens 'Brasileirinhos', do Esporte Espetacular. Como seus primeiros dribles foram na escolinha de um ídolo do Corinthians, Marcelinho Carioca, foi apelidado homonimamente ao ex-jogador alvinegro.
- Quando eu cheguei ao profissional, começou a dar problema. Muitas comparações. Sempre me relacionavam com o Marcelinho, com o Corinthians. Não era legal. Então, resolvi usar meu nome de batismo. Eu queria usar minha própria identidade, nome que meus pais me deram. Não seria legal fazer minha carreira com o nome de outra pessoa – disse o jogador.
Em agosto de 2010, após atuação de destaque na Copa São Paulo de Futebol Júnior, Lucas subiu para a categoria de profissionais. O responsável foi Sergio Baresi, técnico do time na época.
- Eu tenho bastante orgulho. É aquele orgulho bom, satisfatório. O que mais me chama atenção nele é a velocidade que tem quando parte com a bola. E, sem dúvida nenhuma, a conduta que tem e o homem que é hoje. Conversando com ele, você vê como evoluiu sem esquecer dos princípios – contou o primeiro treinador de Lucas.
Logo após as primeiras partidas como titular do São Paulo, virou ídolo. E como em qualquer clube grande, acabou carregando uma enorme responsabilidade nas costas. É normal que isso pese para alguns jogadores, principalmente os mais jovens. Lucas tem consciência disso e se mostra surpreso pela consagração ter vindo tão repentinamente.
- Eu sei desse peso que carrego. Mas eu acho que fiz por onde. Eu falo que falta um pouco para ser ídolo ainda. Tenho que conquistar alguma coisa, mas sem fugir da minha responsabilidade. Acredito no meu potencial e na minha capacidade. Mas não esperava que fosse tão rápido. Com 17 anos eu já estava no profissional, estreando. Depois veio seleção sub-20, seleção principal. Foi tudo muito rápido – disse.
Ainda surpreso com a velocidade dos acontecimentos em sua vida, Lucas assume que tem uma meta muito clara na cabeça: defender a Seleção na Olimpíada de Londres e na Copa do Mundo de 2014.
- Eu sonho todo dia com isso. Não só com as Olimpíadas, mas principalmente com a Copa do Mundo. É uma das minhas metas. É mais distante, mas a gente pensa. Eu me imagino jogando uma Copa aqui no Brasil, nosso país, sendo campeão, conquistando o hexa. Não tem como não pensar – disse Lucas.
Naturalmente, o jogador são-paulino também sonha com uma transferência ao exterior, mais especificamente para um certo clube espanhol.
- É um sonho defender o Real Madrid, um dos maiores clubes do mundo. Mas no momento estou focado no São Paulo. Meus pais foram passear na Espanha com meu empresário. Eles conheceram os presidentes de clubes. Provavelmente, teve convite do presidente do Real. Sentaram para conversar, mas não tem nada de oficial – revelou.
Exemplo de vida inspira tanto quanto lema pessoal
Apesar da pouca idade, Lucas demonstra com tranquilidade que os luxos e as oportunidades da carreira não viraram sua cabeça. Com o sonho revelado de jogar no Real Madrid e consciente da importância que possui no São Paulo, o craque também se preocupa com a imagem.
- Eu procuro ser exemplo. Não só dentro de campo, mas fora também. Jamais vou querer saber que alguém falou mal de mim para os meus pais. Eles também não iriam gostar disso. Procuro agir sem desrespeitar ninguém. Trato todo mundo igual, é para isso que eu vivo – disse.
Fora de campo Lucas também marca seus golaços, baseado na preocupação com a mensagem que passa aos que o admiram. Em visita a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), o meia-atacante são-paulino conheceu Felipinho, de quem recebeu algumas lições.

- Um menininho que nasceu sem os dois braços e sem as duas pernas. Ele me ensinou a viver, a amar a vida. E o mais impressionante, ele conta a história dele rindo o momento todo. Muitas pessoas não acreditavam nele e ele conseguiu vencer. O Filipinho brinca, dança, enquanto muita gente reclama da vida – contou.
De olho no exemplo de vida de Felipinho e com seus sonhos à frente, Lucas carrega um lema que sempre o acompanha desde os primeiros passos.
- Eu quero, eu posso, eu consigo! Eu vou atrás disso. Todas as minhas metas, meus desafios, meus objetivos, eu coloco essa frase na frente e vou à luta – declarou.
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