Embora até o médico que operou o ídolo do São Paulo no fim de janeiro, Sérgio Schubert, considere a chance de o atleta estar em campo antes da previsão inicial, o técnico é cauteloso e prefere não contar com o arqueiro antes do fim de julho. “O Rogério Ceni não está voltando. Por favor, que não se atropele o que está programado”, pediu.
O treinador mantém a postura de calma com o camisa 01 desde que assumiu o time, em outubro, e o deixou fora por dores no tornozelo esquerdo, interrompendo sequência de 133 partidas consecutivas do capitão. Na pré-temporada, quando foi detectado estiramento no ombro direito do atleta, Leão reforçava a necessidade de cirurgia, admitida por Rogério Ceni semanas depois.
Agora, o comandante está preocupado com a expectativa do torcedor em ver o ídolo de volta. “Não podem meter na cabeça do torcedor que ele está voltando. Não está. Quem está voltando é o Fabrício, que participou de um jogo-treino”, comparou Leão, enfatizando que Rogério Ceni só começou nesta semana a esticar mais o ombro operado.
“Ele entrou no quinto mês de recuperação. Já está se movimentando, mas com um cuidado e uma preocupação muito grande dos médicos. O Rogério vem melhorando bem, isso é ótimo. Mas vamos contar com uma melhora progressiva. Ele vai voltar quando for possível estar em seu máximo”, reforçou.