“Outras equipes com contratações cantadas em prosa e verso não chegaram ao ponto que chegamos”, afirmou o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes, apontando exatamente o confronto que tirou a equipe da competição estadual, a derrota para o Santos, atual campeão da Libertadores, como prova de sua análise.
“Avaliamos que nos reforçamos muito bem, na medida em que os que vieram colocaram o time nas semifinais do campeonato e o São Paulo fez um jogo elogiado por sua competitividade, com 15 ataques contra oito do Santos. Isso nos dá tranquilidade de que as contratações, de um modo geral, estão indo bem, mas precisam de um certo tempo para se ajustar”, opinou.
Na comparação com os rivais, o Corinthians realizou sete contratações para este ano e só Cássio recentemente ganhou vaga no time – Douglas, Elton e Gilsinho são reservas, enquanto Felipe, Vitor Júnior e Zizao mal recebem chances. O Palmeiras trouxe oito reforços para 2012: Barcos e Juninho são titulares, Daniel Carvalho joga bastante devido às contusões de Valdivia, Wesley se machucou, Artur e Román são suplentes e Mazinho e Fernandinho acabaram de chegar.

O Tricolor, por sua vez, tem, além de Cortez absoluto, Paulo Miranda como titular muito contestado pela torcida, Jadson frequentemente sacado – apesar de se destacar em assistências na bola parada –, Edson Silva, Maicon e Osvaldo no banco e Fabrício e Douglas como presenças praticamente fixas no departamento médico.
A diretoria, porém, insiste em uma paciência que diz ser histórica, citando Raí e Careca como exemplos de atletas que demoraram a vingar e hoje estão entre os maiores ídolos da história do clube. O pedido de mais tolerância à adaptação é usado principalmente para Jadson, que custou R$ 9 milhões mais a cessão de 30% dos direitos econômicos de Wellington ao Shakhtar Donetsk.
“Nas partidas anteriores, o Jadson jogou muito bem, foi importantíssimo, dos seus pés saíram passes para gols. E não foi mal contra o Santos”, disse Jesus Lopes, lembrando que o meia, de novo, saiu no intervalo para a entrada de Fernandinho no San-São. “A substituição muitas vezes não é feita por questão técnica, mas por questões táticas. Acredito que o Leão, sem dúvida nenhuma, deve ter pensado dessa maneira.”