"Não podemos colocar em risco a nossa estabilidade, não alcançamos o que era pretendido o que queria o representante do jogador. Sabemos que eles devem procurar o melhor, mas isso nos forçou a encerrar as negociações", disse o dirigente, pouco antes do confronto contra o Guarani, no Morumbi, pela quarta rodada do Campeonato Paulista.
O São Paulo já havia entrado em acordo com o Villarreal para adquirir os direitos de Nilmar. Porém, as conversas travaram com o próprio atleta, que não aceitou uma redução salarial para voltar ao Brasil - o Tricolor teria oferecido cerca de R$ 300 mil por mês.

"Se superássemos a nossa política financeira, seríamos injustos, além de trazer um problema para dentro da nossa equipe, encargos que não queremos ter, notadamente que vemos no futebol mundial dificuldades grande em poder honrar compromissos. Felizmente o São Paulo continua em situação favorável, fechamos com superávit nos últimos anos", disse João Paulo de Jesus Lopes.
Em contrapartida, o São Paulo não fecha as portas para Nilmar. Caso o atleta volte atrás em suas pretensões salariais, o Tricolor está disponível a reabrir a transação.
"O São Paulo desiste do jeito que vinham sendo conduzidos os acertos finais, o clube não poderia fazer mais concessões. Mas foi do mesmo jeito que desistimos do Montillo, quando o Cruzeiro não quis, mas deixamos claro que estávamos abertos a retomar", emendou o diretor de futebol Adalberto Baptista.