O São Paulo não poderá contar com Rogério Ceni e Luís Fabiano, ambos se recuperando de lesões, nas próximas rodadas do Campeonato Paulista. As ausências dos principais nomes do elenco tricolor fizeram o técnico Emerson leão promover mudanças na equipe. Entre as novidades, está uma promessa das categorias de base.
Pela primeira vez, Ademílson foi relacionado para uma partida e terá a oportunidade de fazer a sua estreia entre os profissionais nesta quinta, às 19h30, no Morumbi, contra o Guarani, pela quarta rodada do estadual.
Mas não é só por sua habilidade que o jogador de 18 anos chama a atenção. A semelhança física com Thierry Henry, carrasco da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, rendeu-lhe um apelido: no CT da Barra Funda, todos o conhecem como “Ademy Henry”.
“É engraçado, dificilmente eu o chamava de Ademílson. Até mesmo na hora de montar a escalação da equipe nas partidas, eu escrevia Henry. É bem mais fácil”, brinca Zé Sérgio, treinador das categorias de base do clube do Morumbi.
Nascido em Cubatão, o “Henry tricolor”, começou a se destacar na escolinha do São Paulo de São Vicente, no litoral. De lá, passou a integrar o time sub-15 do clube e morar no CT de Cotia. Em 2009, teve uma participação memorável na campanha do vice-campeonato estadual sub-15, ao marcar 23 gols em 26 partidas.
Mesmo cobiçado por outros clubes e agentes, o jovem destaque decidiu permanecer no Tricolor e deixar a carreira nas mãos de sua mãe, dona Mara — professora de educação infantil em São Vicente.
“Ele pode se tornar um exemplo para os outros meninos do São Paulo. Não só pelo seu estilo de jogo, mas também pela sua conduta e fidelidade ao clube”, completa Zé Sérgio.
A escolha não se mostrou errada. No ano passado, depois de alguns treinos contra os profissionais, ele virou alvo de elogios do presidente Juvenal Juvêncio, que o comparou a Lucas. Esse destaque rendeu ao menino um contrato com o Tricolor até 2014 e o apoio de uma marca de material esportivo.
“Esse garoto é especial. É sempre artilheiro, seja pelo São Paulo, seja pela seleção. Não tenho a menor dúvida de que vai brilhar e terá a mesma repercussão do Lucas”, previu, na época, o cartola.
Ou seja, é torcer para ele confirmar a expectativa.
Pegadinha/ Por um dia, a torcida teve a esperança de ver nesta quinta-feira a aguardada estreia de Jadson. Afinal, ele treinou na terça-feira e marcou gol. Na ocasião, Leão disse que só restava regularizar a documentação para o meia ser relacionado.
“Precisamos esperar a publicação para ter 100% (de certeza), mas, na Federação Paulista, não devemos encontrar problemas. Podem comprar o ingresso”, disse o agente do atleta, Marcelo Robalinho, no Twitter.
Nesta quarta-feira, o departamento jurídico são-paulino correu para conseguir inscrever o atleta na entidade e obteve êxito. “Agora, sim! Obrigado à torcida do São Paulo pelas mensagens, méritos do jurídico do São Paulo, também”, escreveu Robalinho, no início da tarde. Tudo parecia certo. Porém, minutos depois, a lista de relacionados do treinador saiu sem o nome do meia, poupado para aprimorar o preparo físico.

vipcomm
Entrevista
Zé Sérgio_
Técnico da base tricolor
‘O Ademílson é um menino diferenciado’
DIÁRIO_ Como você descreve o Ademílson?
ZÉ SÉRGIO_ É um jogador de área e inteligente. Tem velocidade, tipo o Romário, mas joga mais no centro do campo. É destro, mas sabe bater bem na bola com as duas pernas. A evolução dele aconteceu gradativamente. Só precisa amadurecer um pouco mais.
O estilo do Ademílson se parece com o do Luís Fabiano?
O posicionamento dele parece com o do Luís Fabiano, mas é um estilo diferente. Até pelo tamanho dele (1,75 m), ele é mais rápido e menos trombador do que o Fabiano.
Com foi na Copa São Paulo de Futebol Júnior?
Ele teve um pouco de dificuldade para se destacar sozinho.
E esse apelido de Henry?
(Risos) É mais pela fisionomia do que pelo estilo de jogo ou pelo tamanho. Sempre o chamei de Henry.
Você acha que ele vai se sair bem entre os profissionais?
Não tenho dúvida. Desde o ano passado, tenho conversado sobre ele com o Leão.
Fora de campo, é a mãe que administra a carreira dele?
Sim, é a mãe. Ele é um menino diferenciado. Sempre conversamos e eu lhe dou conselhos. Falava para ele esperar um pouco, na base, para pensar em propostas. O assédio era grande, mas ele tem a cabeça muito boa. Depois, no profissional, ele poderá pensar em ter um agente e voar mais alto.
Como foi essa história de o Juvenal elogiar o Ademílson?
Fizemos dois coletivos com os profissionais. Na época, o Leão nem estava lá. O técnico era o Milton (Cruz). O Juvenal estava acompanhando e ficou impressionado com o Ademílson.
E ele conversou com você?
Sim, ele veio conversar comigo e pedir informações. Disse que ele era tudo isso mesmo.
Ficha técnica
São Paulo
4-4-2
Denis; Piris, Rhodolfo, Paulo Miranda e Cortez (Henrique Miranda); Wellington, Casemiro, Cícero e Lucas; Fernandinho e Willian José
T: Emerson Leão
Guarani
4-4-2
Emerson; Oziel, André Leone, Domingos e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Fumagalli; Fabinho e Ronaldo
T: Vadão
PAULISTÃO> 1ª FASE — 4ª RODADA
Onde: Morumbi, em São Paulo, às 19h30
Juiz: Cássio Luiz Zancopé
TV: pay-per-view