
- Quando ele parar de jogar, ele vai precisar operar porque o Rogério gosta de jogar vôlei e tênis. Um dia ele precisará fazer a cirurgia. Se ele se recuperar agora e mostrar para a gente que tem condições de jogar com o tratamento convencional, será ótimo. Mas a lesão está lá - ressaltou o médico são-paulino.
Sanchez aproveitou para explicar o raciocínio do goleiro, que no sábado havia concordado com os médicos para realizar a cirurgia, mas depois voltou atrás.
- O raciocínio dele é que como a lesão é crônica, e ele tem há algum tempo, ele acredita que pode voltar a ficar sem dor e continuar jogando como sempre jogou. É um raciocínio certo. Como essa semana não faria diferença no tratamento, vamos esperar. Ele teve uma melhora suficiente para colocar essa dúvida na cabeça - disse.

No sábado, quando se reuniu com os médicos, o goleiro mal conseguia levantar um copo de água. Nesta terça-feira, ele já realiza praticamente todos os movimentos. Resta saber como ele vai se comportar no teste de campo, onde são simuladas todas as situações de jogo.
- Não existe essa vigilância. Ele só precisa provar que está bem, enquanto passamos tudo para a comissão técnica. O Rogério vai mostrar a sua condição com os treinamentos – afirmou.
O técnico Emerson Leão, na entrevista coletiva, também falou sobre o seu camisa 1.
- Dez dias atrás, o Rogério era um homem triste e calado, porque sabia da gravidade do fato. Foi exposto para ele pelo especialista. Existe a possibilidade da cirurgia, ou agora ou daqui cinco anos. Não temos pressa para nada. De dez dias para cá vem melhorando, porque vem tratando e não tem treinado no campo. Mas é preciso ter os pés no chão - falou.