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"Ele falou para eu dar uma segurada. Às vezes, na jogada, você se empolga, dá um drible ou outro. Aí, já que está na frente, tenta improvisar. Mas falei para ele: 'pode deixar, está tudo tranqüilo, não vai acontecer mais'. Segurei e tem que ser assim mesmo. A minha primeira preocupação é defender", contou o camisa 14.
Ao obedecer o técnico, Edson Silva evitou repetir o erro de João Filipe. Em 5 de novembro do ano passado, o antigo titular não acatou o pedido do chefe, deu suas características arrancadas e pediu para sair, alegando cansaço. Foi substituído e o time, que vencia o Bahia por 3 a 1, acabou perdendo por 4 a 3.
O caso diminuiu bastante o prestígio de João Filipe com Leão. Algo que Edson Silva quis evitar, ainda mais em seu primeiro jogo no clube. "Eu também percebi que, se continuasse, ia cansar, a perna pesaria. Além disso, não é a minha característica. E quando o treinador dialoga com o jogador, as coisas ficam mais fáceis", apontou.
Para agradar Leão neste início de trabalho, Edson Silva, embora sempre reforce ter técnica, até garantiu que abdicaria de qualquer qualidade para ser o zagueiro rebatedor que o comandante tanto aprecia. Nos discursos, também é só elogios ao treinador, tanto que se colocou entre os atletas que o homenagearam no gol de Rhodolfo.
"Quando erramos no treino, ele manda pagar dez [polichinelos]. Comemoramos em homenagem a ele, é uma coisa sadia. O castigo dele está funcionando e espero que continue assim", apontou, aprovando também os métodos do chefe durante a desgastante pré-temporada. "Se não tiver cansaço, não é pré-temporada. É necessária exaustão, e o trabalho tem que ser bem feito para o rendimento ser bom."