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Mogi-Mirim - Poderia ser um jogo decisivo, mas por falta de competência de um e de interesse de outro, São Paulo e Santos farão um clássico esvaziado, neste domingo, às 17 horas. A força do duelo é tão pequena que ele foi transferido para o estádio Romildo Ferreira, em Mogi-Mirim, para não atrapalhar o confronto entre Corinthians e Palmeiras, no mesmo horário, no Pacaembu, que pode valer o título para o Timão.
O time do Morumbi tem chances matemáticas de conquistar a vaga na pré-Libertadores do ano que vem, mas, para isso, precisará vencer e torcer por tropeços de Internacional, que enfrenta o Grêmio, Figueirense, que pega o Avaí, e Coritiba, que disputará o Atletiba, contra o desesperado Atlético-PR. “A Libertadores passa, e muito, pela minha cabeça. Muita gente não acredita, mas quem convive com o futebol há muito tempo sabe que muita coisa que parece impossível para nós é normal”, afirma o técnico Emerson Leão, que já está garantido no comando do Tricolor para o ano que vem.
Se Leão ainda acredita, muitos atletas são-paulinos praticamente jogaram a toalha e chegaram a falar que o objetivo é terminar o ano com dignidade, como foram os casos de Denilson e Luis Fabiano.
A frustração é ainda maior para os são-paulinos, pois eles poderiam jogar dependendo apenas do próprio resultado, se tivessem vencido o Palmeiras, no domingo passado. Mas a derrota por 1 a 0 para o Verdão colocou a equipe tricolor diante de outro fracasso em momentos decisivos na temporada. Tanto é que os dirigentes do Morumbi, que já dispensaram o badalado Muricy Ramalho (em 2009), que hoje comanda o vitorioso Santos, admitiram que a culpa era dos treinadores que passaram pelo clube neste ano — Paulo César Carpegiani e Adilson Batista — e vão manter Leão independentemente da vaga na Libertadores.
Enquanto isso, no Peixe, nada de melancolia. Pelo contrário. O time viaja na segunda-feira para disputar o Mundial de Clubes e, por isso, não mandará a campo seus titulares. Seria uma bela oportunidade para o São Paulo garantir a vaga para a Libertadores, se não fossem os tropeços que o time insistiu em dar pelo caminho.