Com a impossibilidade de utilizar o Maracanã e o Engenhão, Zico pensou no Morumbi. Procurou Marco Aurélio Cunha, que fez a ponte com Juvenal. O presidente, a princípio, mostrou-se relutante, mas foi se convencendo a partir do pedido de membros da diretoria, como Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco. Ainda não estava convencido, mas rendeu-se após uma conversa de duas horas e meia com Zico. Na verdade, a primeira meia hora bastou para que Juvenal se convencesse da seriedade do evendo e das vantagens para o São Paulo e até para sua imagem pessoal. O restante foi um bate-papo em que Zico foi tietado a todo momento. Ele disse que nunca pensou ser tão querido em São Paulo, algo de que se convenceu há pouco tempo.

Ao final da conversa, Zico pediu sugestões de entidades carentes paulistas que possam ser ajudadas com a renda do evento. "Ele quer ajudar as entidades mais carentes e mais necessitadas, mas exige que haja uma boa gestão. Não quer que o dinheiro suma nos ralos da burocracia. O Zico é uma pessoa extremamente séria e dedicada", disse Marco Aurélio Cunha, presente à reunião.
Depois de tudo resolvido, Zico disse que estava muito aliviado e que começaria a convidar os jogadores. Busca alguma estrela do Exterior, como Maradona e Seedof, que estivarem presentes em outras edições.