A declaração de Leão depois da derrota para o Atlético-PR é espantosa. Tão criterioso quando o assunto é obra de arte, em especial a pintura, como revelou em entrevista recente ao LANCENET!, o comandante banalizou um termo muito recorrente em quadros de Van Gogh, Picasso, entre outros gênios. Mostrou-se muito menos criterioso com relação ao futebol, também arte, e no qual está envolvido há 47 anos.
O São Paulo do segundo tempo na Arena da Baixada foi tudo menos primoroso. Melhorou, é verdade, com relação ao primeiro, mas foi como reconstituir um quadro já despedaçado, sem mais brilho. Por isso, os deuses do futebol e da arte não devem ter gostado nada do (mal) uso do termo pelo treinador são-paulino.
Aliás, a análise mais precisa foi de Rogério Ceni, amante do bom e velho Rock ‘N’ Roll. Faz tempo que o São Paulo não apresenta um futebol primoroso ou mesmo perto disso. Diante disso, no são-paulino, acostumado com esquadrões em cujos expoentes encontram-se nomes como os de Canhoteiro, Leônidas da Silva, Pedro Rocha, Careca e Raí, deve ter doído ouvir a declaração de Leão. No futebol, assim como arte, não se pode banalizar qualquer termo. Ou então perde a graça.
Leão viu arte em quadro despedaçado
Fonte Lancenet
17 de Novembro de 2011
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