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"Não adianta ficar falando e na partida não mostrar", ensinou o beque, que é uma das escassas vozes de liderança tão cobradas por Emerson Leão. Na ausência de Rogério Ceni contra o Vasco, foi dele a braçadeira de capitão. Diante do Bahia, o posto foi de Luis Fabiano, mas quem novamente falou grosso após a derrota por 4 a 3 foi o defensor.
"Eu falo bastante, uns caras falam que eu sou até meio chato. Não gosto de perder nem de tomar gol, às vezes me exalto. Sei que é um pouco errado, tento parar, mas odeio perder. Fico um, dois dias sem dormir, é o meu jeito", justifica Rhodolfo, ainda insatisfeito com a postura dos atletas. "O time inteiro tem que falar mais, tem que se cobrar. Falta um pouco disso para o nosso time".
Um dos reflexos da chegada de Emerson Leão foi o aumento da gritaria dos jogadores durante os treinos. O treinador exige que a equipe se comunique em campo e já chegou até a reclamar de Cícero, dizendo que não conhecia a voz do meio-campista. Para Rhodolfo, ainda falta evoluir nesse sentido dentro do gramado. Fora dele, no entanto, o falatório está grande.
"A gente conversa bastante. Antes do jogo contra o Vasco nos reunimos no quarto do Rivaldo e ficamos mais de uma hora conversando para mudar a postura. Evoluímos naquele jogo, eles estavam na liderança, não perdiam nunca e empataram com a gente. Contra o Bahia deu tudo errado, mas continuamos nos falando e temos que honrar a camisa do São Paulo", completou.
O Tricolor, oitavo colocado do Brasileirão, entra em campo às 19 horas (de Brasília) no sábado, contra o Avaí, no Morumbi.