Tevez se recusou a entrar em campo pelo Manchester City e foi multado e afastado pela diretoria.
Indiscutivelmente, o argentino mereceu a punição.
Aí, eu pergunto.
E quando um jogador é chamado pelo técnico a poucos minutos do fim do jogo, aceita substituir o companheiro, mas demonstra uma falta de vontade absurda?

O que fazer?
Passar a mão na cabeça, definitivamente, não está entre as opções.
Perto dos acréscimos da partida diante do Cruzeiro, Casemiro saiu do banco, ouviu as instruções de Adilson Batista com ar de desdém e, no primeiro toque, usou o calcanhar para isolar a bola.
Na outra participação do volante no confronto, um passe displicente, interceptado por um atleta rival, obrigou Denílson a evitar com falta o contra-ataque da Raposa.
O camisa 15 recebeu o segundo cartão amarelo e, em seguida, o vermelho.
Ficou claro que Casemiro estava de “biquinho” por ter sido preterido pelo pentacampeão Rivaldo (!) entre os titulares.
Insatisfeito (pode?), o garoto atuou sem compromisso e prejudicou a equipe.
Aos 19 anos, o volante acredita piamente que é o sucessor de Beckenbauer, e não um atleta em formação, com fralda na bunda.
Já ouvi milhares de vezes em conversas com técnicos e diretores que jogador de futebol não pode ser um santinho.
Por outro lado, se está disposto a bancar o “estrelinha”, ele precisa se garantir, sempre que solicitado.
Não foi o que aconteceu contra o Cruzeiro.
Cobiçado por clubes europeus, Casemiro caiu de produção depois da prorrogação do contrato com o São Paulo, que acarretou um aumento polpudo no salário.
Foi o suficiente para o meio-campista, conhecido pela “marra” desde a base, enfiar na cabeça que está em um estágio muito acima do que realmente se encontra.
São incontáveis os exemplos de atletas talentosos que se perderam por não terem sabido administrar a fama precoce.
Nesses casos, nem mesmo uma máscara pode esconder as marcas deixadas pela arrogância.
Notas
- Um time que leva três gols infantis e perde um pênalti não pode reclamar de injustiça no placar.
- Na verdade, uma equipe assim deve olhar para o próprio umbigo antes de culpar o “azar” ou o “imponderável” pela perda de dois pontos.
- O São Paulo mostrou em Sete Lagoas que é capaz de empolgar e envergonhar na mesma proporção.
- E sem equilíbrio, amigo, as chances de conquistar um título se tornam mínimas.
- A atitude de Rogério Ceni de dar a Luís Fabiano a chance de fazer o gol de pênalti foi nobre, mas mostrou-se equivocada.
- Apesar do erro na cobrança, o centroavante conferiu outra cara ao ataque do São Paulo, que criou chances claras durante praticamente os 90 minutos.
- Quando o Jean vai aprender a chutar?