Na segunda-feira anterior à partida em Sete Lagoas (MG), Cícero elevou seu tom de voz e bateu na mesa de entrevistas no CCT da Barra Funda para reforçar que não é armador e muito menos um atacante, como chegou a ser escalado por Adilson Batista. O camisa 16 mostrava cansaço por ser colocado como concorrente de Rivaldo e fez campanha para ter o pentacampeão do mundo ao seu lado como titular. Deu certo.
"Entrou o Rivaldo, que é um meia-armador, e isso facilita muito para a equipe", analisou, aliviado, já que, com o desfalque de Lucas, poderia ser adiantado para atuar exatamente onde se irritou. "Sempre falei que a minha posição é a de terceiro homem no meio-campo e estou jogando nela desde o segundo tempo contra o Botafogo. Venho gostando do meu desempenho", elogiou-se.
Partindo de trás, Cícero foi até mais decisivo do que Rivaldo. No primeiro tempo, cavou o pênalti que Luis Fabiano desperdiçou. Na etapa final, aproveitou passe do centroavante para entrar na área e fazer o primeiro gol são-paulino, igualando a partida naquele momento e provando, em campo, estar certo ao cobrar que seja escalado na sua posição.
Washington Alves/Vipcomm/Divulgação

Cícero se sente bem mais à vontade em campo quando atua com Rivaldo, como no empate com o Cruzeiro
No que depender de Rivaldo, Cícero pode ficar ainda mais tranquilo. O veterano, que cobrou a chance de atuar 90 minutos e, para evitar polêmica, até censurou seu filho no Twitter, tem a sensação de que provou suas condições a Adilson Batista. E insiste: a parte física não é argumento para deixá-lo no banco.
"Sempre confiei na minha preparação física. Suportei os 90 minutos e aguentaria até mais se precisasse. Foi tranquilo", disse o veterano de 39 anos, sem fazer novo pedido para continuar entre os titulares. "Só depende do treinador. Falei que iria suportar e foi o que fiz. Fiquei feliz pelo meu jogo e pela atuação do time."
Contra o Inter, na próxima quarta-feira, em Barueri, Rivaldo deve continuar na armação da equipe, já que Lucas enfrentará o México com a Seleção Brasileira no dia anterior, na América do Norte. Cícero se alegra com a possibilidade, mas sabe que, agora, já não adianta mais só fazer discurso. "Preciso provar a cada jogo", admitiu.