A média é de uma expulsão a cada três partidas, e ele ainda foi advertido com um amarelo na derrota para o Flamengo, no domingo. O novo peso sobre a segunda passagem do meio-campista no Tricolor ocorreu na quarta-feira, quando levou dois amarelos e deixou o time com um a menos nos acréscimos do empate por 3 a 3 com o Cruzeiro em Sete Lagoas (MG).
"Nunca tinha acontecido isso na minha carreira. É dificílimo lidar com essa situação toda, mas em nenhum momento passa na minha cabeça que sou um jogador maldoso. Espero que as coisas possam melhorar", comentou o jogador, surpreso com o alto número de cartões em comparação ao que recebeu em cinco temporadas no Arsenal, da Inglaterra.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Por gripe, lesão muscular e cartões, volante tem mais treinado do que jogado nesta passagem pelo São Paulo
O temor é por um gancho maior do que a suspensão automática que precisará cumprir na próxima quarta-feira, contra o Inter, na Arena Barueri. Denílson já foi julgado e punido pelo STJD por conta da expulsão contra o Coritiba, no segundo jogo de seu retorno, e pegou punição de duas partidas.
Na época, o São Paulo recorreu, conseguiu efeito suspensivo e, em nova análise do caso, o camisa 15 pegou pena de só um jogo. De qualquer forma, é reincidente, o que pode lhe render um gancho bem maior e ele, que já passou quase um mês e meio vetado no departamento médico, teria ainda menos tempo para mostrar serviço em seu empréstimo do Arsenal que se encerrará em julho.
Somando desfalques por contusão muscular, gripe e suspensões, o jogador perdeu 11 das 20 partidas que poderia disputar. Para não ficar mais tempo fora, tem a súmula do jogo em Minas Gerais a seu favor.
O árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra relata que lhe aplicou o segundo amarelo por "atingir um adversário com um carrinho frontal, impedindo um ataque". A descrição pode ser considerada leve. "Estou tranquilo. Foi um lance normal. Eu já tinha o cartão amarelo e, depois, fui expulso", defendeu-se o atleta.
O volante, que nesta passagem pelo Tricolor também foi expulso contra o Ceará pela Copa Sul-americana, exime de culpa Casemiro, responsável por um toque errado de calcanhar que o obrigou a cometer a falta que lhe rendeu mais uma expulsão. Denilson não quer caçar culpados, priorizando o sucesso do clube.
"Claro que o Casemiro errou, mas jamais para prejudicar a equipe. Foi um lance normal de jogo. Precisamos agora esfriar a cabeça, focar o próximo jogo e fazer com que o São Paulo vença novamente", declarou o meio-campista que, mais uma vez, não poderá ser utilizado por Adilson Batista.