A igualdade ainda deixa o Cruzeiro próximo da zona de rebaixamento e pode complicar as pretensões de título do Tricolor, caso Corinthians e Vasco vençam no complemento da rodada.
O JOGO
No ritmo da torcida, que jogou junto com o time, o Cruzeiro não se intimidou pelo momento ruim e foi para cima. A Raposa variava bem o jogo, agredindo pelos dois lados, mas, por vezes, ficava exposta ao perigoso contragolpe são-paulino.
O ímpeto celeste deu resultado e Keirrison, após passe de Montillo, marcou. O gol acordou o São Paulo, que foi mais ao ataque, sempre em velocidade. O jogo ficou aberto.

Articulado por Rivaldo, o Tricolor desperdiçava boas chances, como um chute de Jean na trave. A Raposa também criava e pecava nas finalizações. Quando Fábio defendeu pênalti cobrado por Luis Fabiano, a Arena do Jacaré se inflamou de vez.
Mas o jogo mudou no segundo tempo. Recuado, o Cruzeiro chamou o São Paulo para seu campo e pagou caro. Já sem o mesmo preparo físico, a Raposa dava espaços e Cícero empatou. A Raposa não conseguia segurar a bola no campo de ataque e , já sem o mesmo apoio da torcida, levou a virada. Dagoberto fez fila pelo meio e anotou um golaço. São Paulo 2 a 1.
A partida ficou dramática para a Raposa, que conseguiu empatar novamente na base da raça, com Charles. Na sequência, Juan se aproveitou de uma inesperada falha de Fábio colocou novamente o Tricolor na frente do placar.
Nem deu tempo para comemorar. Anselmo Ramon, com oportunismo, voltou a igualar o placar. A torcida celeste se inflamou e, outra vez, passou a ditar o ritmo do Cruzeiro em campo, mas o placar se manteve até o final.