Isso não muda o fato do comandante ainda não ter conseguido montar o time como a torcida e ele mesmo desejam.
Com certeza Adilson está no grupo de técnicos brasileiros que mais se dedica ao trabalho.
É um obstinado pelo que faz e valoriza demais a chance de dirigir o São Paulo.
Dentro de campo, o time ainda oscila muito e repete erros jogo após jogo.
Vale lembrar que herdou uma equipe bem posicionada.
Quando Carpa, obrigado a montar o time com elenco muito inferior ao atual e a lançar e apostar em jovens que hoje estão mais rodados, saiu, o São Paulo criava mais chances de gols.
Os atletas do sistema ofensivo atuavam mais próximos uns dos outros e as tabelas, mesmo com boleiros piores (e em fase técnica pior) que os de hoje, aconteciam em maior quantidade e geravam várias oportunidades.
O problema, na época, era a enorme quantidade de gols perdidos.
Hoje, o São Paulo sofre para criar grandes chances.
Outro problema são-paulino é a enorme dificuldade para marcar nas laterais.
O time deixa espaços lá quando ganha, empata ou perde.
Adilson gosta de escalar 3 volantes.
Dois deles têm liberdade para ajudar na articulação ofensiva. Eles também precisam ajudar os laterais na marcação.
Eis o grande entrave.
Os volantes não são criativos o bastante e também falham no trabalho defensivo.
Ficam no meio termo porque o time coletivamente erra o posicionamento.
Quando a quantidade de equívocos diminui, o São Paulo, hoje dono de elenco em condições de ser campeão, consegue resultados interessantes.
A ideia tática de Adilson é muito boa se um dia funcionar como ele imagina.
Duvido que irá abandoná-la.
Deve abraçá-la até o final do campeonato, tal qual Muricy fazia.
Irá insistir até a dita cuja engrenar.
Se vai, não sei.

Só posso dizer que tanto o futebol mostrado, quanto o percentual aproveitamento de pontos do time piorou desde a chegada dele, apesar dos reforços de Cícero, Denilson, Pirís, João Filipe e agora Luís Fabiano.
O restante da temporada mostrará se a insistência foi o grande mérito ou o algoz de Adilson no Morumbi.