Uma prática incorreta, mas nada incomum no futebol, levou o São Paulo ao tribunal. O Tricolor deve ser julgado no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por causa da demora na reposição de bola após o goleiro Rogério Ceni bater faltas na partida contra com o Flamengo, domingo, no Morumbi.
"O clube que tem o mando de jogo é responsável pelos gandulas. Já tivemos outros casos como esse que foram submetidos ao código. Assim, o São Paulo e o gandula devem ser denunciados", disse Paulo Schmitt, procurador do STJD.
O clube pode ser condenado a pagar multa de R$ 10 mil e o gandula (Lucas Bento Felix, que foi expulso pelo árbitro Fabrício Neves Corrêa) está sujeito a suspensão de até 180 dias.
Fato comum/ Figuras folclóricas no futebol, os gandulas já viraram até heróis. Neste ano mesmo, em partida do Corinthians no Pacaembu, pelo Paulistão, um gandula agilizou a cobrança de escanteio de Roberto Carlos, que marcou gol olímpico. O lateral elogiou o rapaz, que teve seu dia de glória.
Em outros casos, eles já foram instruídos a atrapalhar o jogo. Felipão, por exemplo, orientava os rapazes a jogar bolas no campo para impedir os contra-ataques do adversário. Expediente usado neste ano também pelo Corinthians.

Antigamente, os clubes colocavam crianças como gandulas, o que acabou proibido. Alguns times, então, passaram a utilizar até seguranças para repor as bolas. Já no estadual, quando o mando de campo é da Federação Paulista, mulheres entram em ação. Com elas, nunca houve qualquer reclamação. Por que será?