
Adilson Batista tem sofrido pressão no São Paulo (Foto: Ari Ferreira)
Frequentemente vaiado antes mesmo do início dos jogos, o técnico Adilson Batista, contratado em julho, já imaginava que receberia forte pressão no São Paulo. Tanto que partiu dele a ideia de um contrato de curta duração.
Na época da contratação, a diretoria propôs um acordo até o fim de 2012, mas o técnico, após passagens malsucedidas por Corinthians, Santos e Atlético-PR, sugeriu até o fim de dezembro deste ano.
– Como o São Paulo trabalha sem multa para os dois lados, ele falou: “Vamos fazer assim e depois a gente senta de novo”. Ele mesmo queria provar , depois dos últimos insucessos, que tem condições. Cabe a mim mostrar que ele não precisa estar pressionado – afirmou Adalberto Batista, diretor de futebol, em entrevista ao LANCENET!, por telefone.
O dirigente diz que o treinador tem se mantido tranquilo, mas, apesar do apoio da cúpula, ainda não conseguiu conquistar o apoio da arquibancada. Contra o Flamengo, no último domingo, ele foi vaiado logo que seu nome foi anunciado no placar eletrônico e também no jogo.
O auge da insatisfação foi quando o técnico sacou Luis Fabiano, que fazia sua partida de reestreia pelo clube após sete meses parado por conta de lesão. Adilson foi hostilizado, mas depois tanto ele quanto Luis Fabiano explicaram que a mudança já estava programada, pelo fato de o atacante ainda não estar 100% fisicamente. Fabuloso deixou o campo aos 15 minutos do segundo tempo e deu lugar a Carlinhos Paraíba.
Para a diretoria, o motivo da insatisfação da torcida é o fato de que, quando foi anunciado, o nome de Adilson Batista não figurava na lista dos preferidos pela opinião pública.
– Não era o mais cotado e fazem esse pré-julgamento. Não veio com esse respaldo, e acaba pagando. Torcida não analisa o trabalho todo. Está sendo injusta – disse Adalberto.
De fato, Adilson chegou sob desconfiança, inclusive dos próprios conselheiros do clube. Pessoas ligadas ao presidente Juvenal Juvêncio criticaram a escolha, alegando que pouco mudara em relação ao antecessor, Paulo César Carpegiani.
Ainda segundo o diretor de futebol, só vitórias darão tranquilidade para Adilson trabalhar. Nesta terça-feira, contra o Cruzeiro, no reencontro com o clube pelo qual mais se destacou (foi vice-campeão da Libertadores em 2009), ele tem a chance. Em caso de derrota, as vaias vão continuar e só tendem a aumentar.