“Infelizmente, sobrou para o treinador. Mas isso (a saída para a entrada de Carlinhos Paraíba) é uma coisa que iria acontecer, ganhando ou perdendo. Eu ia sair. É um pouco triste ver que sobrou para o técnico, porque estava programada. O torcedor precisa ter paciência”, ressaltou o Fabuloso que, ao deixar o campo, aos 14min do 2º tempo, viu o estádio ir à loucura. Literalmente.
Assim que o camisa 9 começou a se dirigir para o meio de campo para cumprimentar o seu substituto, Carlinhos Paraíba, os mais de 63 mil torcedores passaram a chamar Adilson Batista de burro em alto tom, além de xingá-lo efusivamente. “Depois de esclarecer tudo isso, o torcedor vai entender e vai estar do lado do Adilson, que merece e é um grande cara. Gosto muito dele”, disse.

Se o ídolo são-paulino fez questão de esclarecer o fato e apoiar o comandante, Adilson Batista, por sua vez, não quis bater de frente com a torcida. E minimizou os xingamentos, alegando que é difícil para um torcedor fanático ver algo além da emoção. “Eu respeito e entendo (os xingamentos e vaias), mas eu tenho que agir com a razão.
Estava dentro do planejamento, sei da importância do atleta, o torcedor veio em função dele, mas tenho que agir com a razão e dentro da programação para termos o Luis Fabiano para mais jogos. Independentemente da carga negativa e das vaias, que fazem parte, mas tinha que pensar no coletivo”, explicou o técnico.
Sem dores e apenas precisando aprimorar o ritmo de jogo, Luis Fabiano já está confirmado para o jogo contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira.