Luis Fabiano não sabe dizer o motivo da preferêcia, mas deixa claro seu apreço por histórias de guerreiros. "Eu também gosto de 300", diz, citando a obra de Zack Snyder, que retrata a Batalha das Termópilas, durante a Segunda Guerra Médica, na Grécia Central.
No futebol, um bom exemplo de guerreiro é justamente Washington, que voltou a jogar futebol após sofrer com problemas cardíacos. Depois da passagem do centroavante, do início de 2009 até meados de 2010, o Tricolor teve dois potenciais camisas 9, mas Ricardo Oliveira vestiu a 99 e Fernandão usou o número 15.
Hoje, Washington só encontra a bola em peladas com os amigos. Dois meses antes da recontratação de Luis Fabiano pelo São Paulo, ele anunciou o fim da carreira no Fluminense, onde estava desde que deixou o Morumbi. "O carinho pelo São Paulo é grande. Fiz um trabalho muito bom", relembra o chamado Coração Valente, que não acha absurdo se comparar ao titular da Seleção Brasileira na Copa-2010. "Na boa fase? Aí eu me garanto", brinca.
"Não pode me comparar com 36 anos a Luis Fabiano com 28 (na verdade, o Fabuloso está com 30 anos). Tem que comparar quando eu tinha 28 também. Aí a briga é boa", diverte-se Washington, que tem algo a mais em comum com Luis Fabiano além dos gols e da passagem pelo São Paulo: a Ponte Preta. Na Macaca, onde esteve de 2000 a 2002, ele foi sucessor do atual são-paulino, que partiu para o Rennes, da França, no mesmo ano de sua chegada.

Luis Fabiano, que vestiu a camisa 9 entre 2001 e 2004, vai resgatar o número, órfão desde Washington