
Dois de outubro de 1960, dia da inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo: em meio aos festejos e à multidão de torcedores, um garoto de 16 anos pela primeira vez foi a campo vestindo o Manto Sagrado são-paulino. Dois anos antes, quase criança, Gildésio Lessa fora aprovado em uma peneira no infantil do Tricolor. Em pouco tempo subiu ao time principal como zagueiro e com a difícil responsabilidade de substituir o campeoníssimo Mauro Ramos de Oliveira.
Naquele jogo histórico, Gildésio não comprometeu, apesar da idade. A defesa são-paulina encerrou a partida sem ser vazada e o São Paulo venceu o Sporting por 1 a 0, no primeiro confronto da história do Morumbi. Desde então, nenhum outro jogador estreou ou reestreou pelo Tricolor na data de aniversário do maior estádio particular do Brasil. O Fabuloso, então, será um presente único nos 51 anos do Gigante Tricolor.
Desde 1960, 826 jogadores estrearam no São Paulo em diversas oportunidades. Nenhum deles em 2 de outubro. Além disso, poucos tiveram mais de uma passagem pelo Tricolor do Morumbi após se transferirem em definitivo ou terem os contratos encerrados: Pintado, Müller (2 regressos), Toninho Cerezo, Leonardo (2 regressos), Rogério Pinheiro, Silas, Raí, Axel, Marcelinho Paraíba, Cicinho, Rodrigo, Alex Silva, Ricardo Oliveira, Ilsinho, Denílson e Luís Fabiano.
A partida contra o Flamengo, neste domingo (2), marcará, como já aconteceu com Müller e Leonardo, o segundo retorno de Luís Fabiano ao Tricolor. A exemplo da reestreia de Raí, casa cheia e a expectativa do torcedor de um retorno triunfal, na comemoração dos 51 anos de um dos maiores ícones são-paulinos: o Estádio Cícero Pompeu de Toledo.
Contratado por empréstimo de um ano junto ao Rennes no início de 2001, o centroavante foi campeão do Torneio Rio-São Paulo. Deixou boa impressão e, após seis meses longe do Tricolor, foi contratado em definitivo em julho de 2002. Até sua saída, em 2004, assumiu não apenas o posto de maior artilheiro do São Paulo FC em média de gols (0,74 gols por jogo) nos últimos 54 anos, mas também se tornaria o maior artilheiro do São Paulo FC em média de gols (0,85 por jogo) da história do Estádio do Morumbi.