Mourinho jamais será como Telê
Fonte Jornal da Tarde
19 de Agosto de 2011
No dia seguinte à derrota do São Paulo para o Vélez na final da Libertadores de 94, fui ao CT e bati um papo com Júnior Baiano – zagueiro que tinha a justa fama de mau. Conversa vai, conversa vem, num certo momento ele disse: “A sorte daquele baixinho é que o meu técnico é o Telê, porque se fosse outro eu o teria rachado no meio.”
O baixinho em questão era Omar “Turco” Asad, um centroavante gorducho e marrento que azucrinou os são-paulinos fazendo cera e provocando.
Lembrei dessa passagem assim que vi a “tesoura” selvagem que Marcelo deu em Fábregas aos 48 minutos do segundo tempo do clássico de quarta-feira entre Barcelona e Real Madrid. O meia do Barça estava prendendo a bola na linha do meio de campo, de frente para os bancos de reservas, e mesmo assim Marcelo achou necessário fazer o que fez. Foi expulso de campo na hora e desencadeou um empurra-empurra que envolveu até os jogadores que não estavam em campo.
Duvido que Marcelo teria sido desleal como foi se o seu treinador fosse Telê Santana. E para não ir muito longe, aposto que não teria dado aquele pontapé se seu comandante fosse o que estava à frente do outro banco: Pep Guardiola, outro cultor do futebol limpo.
O comportamento do jogador em campo é muito influenciado pelas mensagens que recebe do chefe. Se o técnico faz sua cabeça para jogar bola e não ser violento, é uma coisa. Se o técnico não reprova as patadas e passa a mão na cabeça de quem se excede dizendo que quem exagerou foi o juiz, é outra.
José Mourinho pertence ao segundo grupo. Ele não sabe perder, seus jogadores nunca merecem a expulsão, e os árbitros sempre vão a campo premeditados a favorecer o Barcelona. Além disso é deselegante e desrespeitoso ao se referir ao adversário nas entrevistas, e seu comportamento agressivo está longe de ser um bom exemplo.
Ele ganha milhões e já conquistou muitas taças. Mas em termos de serviços prestados ao futebol não chega nem chegará aos pés de Mestre Telê.
O baixinho em questão era Omar “Turco” Asad, um centroavante gorducho e marrento que azucrinou os são-paulinos fazendo cera e provocando.
Lembrei dessa passagem assim que vi a “tesoura” selvagem que Marcelo deu em Fábregas aos 48 minutos do segundo tempo do clássico de quarta-feira entre Barcelona e Real Madrid. O meia do Barça estava prendendo a bola na linha do meio de campo, de frente para os bancos de reservas, e mesmo assim Marcelo achou necessário fazer o que fez. Foi expulso de campo na hora e desencadeou um empurra-empurra que envolveu até os jogadores que não estavam em campo.
Duvido que Marcelo teria sido desleal como foi se o seu treinador fosse Telê Santana. E para não ir muito longe, aposto que não teria dado aquele pontapé se seu comandante fosse o que estava à frente do outro banco: Pep Guardiola, outro cultor do futebol limpo.
O comportamento do jogador em campo é muito influenciado pelas mensagens que recebe do chefe. Se o técnico faz sua cabeça para jogar bola e não ser violento, é uma coisa. Se o técnico não reprova as patadas e passa a mão na cabeça de quem se excede dizendo que quem exagerou foi o juiz, é outra.
José Mourinho pertence ao segundo grupo. Ele não sabe perder, seus jogadores nunca merecem a expulsão, e os árbitros sempre vão a campo premeditados a favorecer o Barcelona. Além disso é deselegante e desrespeitoso ao se referir ao adversário nas entrevistas, e seu comportamento agressivo está longe de ser um bom exemplo.
Ele ganha milhões e já conquistou muitas taças. Mas em termos de serviços prestados ao futebol não chega nem chegará aos pés de Mestre Telê.
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