O São Paulo é o vice-líder do Paulista e precisa descontar apenas um ponto em relação ao Palmeiras para encerrar a primeira fase no topo.
Mas a tentação de entrar na fase final como a melhor equipe do Estado não foi suficiente para seduzir o técnico Paulo César Carpegiani.
Neste domingo, contra o Oeste, às 16h, pela última rodada da fase de classificação, o São Paulo fará jogo esvaziado. Ante um rival que também já está classificado às finais, terá em campo três titulares: Rogério, Rhodolfo e Lucas.
Com isso, até o lateral direito Edson Ramos, que chegou ao Morumbi indicado por Rivaldo em fevereiro e ainda não estreou, terá chance de atuar entre os titulares.
O volante Cléber Santana, outro que andava encostado, também será escalado.
Na quarta, o São Paulo, com força máxima, abre sua participação nas oitavas de final da Copa do Brasil ante o Goiás, no Serra Dourada.
Mas a proximidade com esse confronto não é a única razão de Carpegiani para escalar uma formação praticamente reserva em Mogi --o clube paga hoje o primeiro dos dois mandos de campo perdidos por incidentes provocados por torcedores no clássico com o Corinthians.
"Não vou colocar todo mundo e correr risco de perder jogador machucado ou por cartão", afirmou o treinador são-paulino, escancarando que terminar à frente do Palmeiras não é prioridade.
O regulamento do Paulista deste ano aboliu a melhor campanha como critério de desempate nos playoffs.
Além de enfrentar um adversário teoricamente mais fraco, a única vantagem que restou é poder atuar em casa (nas quartas e na semifinal) e disputar o segundo jogo da decisão como mandante.
"E quem tem casa? O Pacaembu é campo neutro, o Morumbi também é bom para os intrusos, mesmo sendo do São Paulo. Só a Vila [Belmiro] que é um pouco diferente", reclamou Carpegiani.
O técnico fez severas críticas à fórmula de disputa do Paulista e creditou a ela o desinteresse com que os clubes grandes encaram a reta final da fase de classificação. Corinthians e Santos são outros que irão preservar titulares hoje. O Palmeiras é exceção.
"A fórmula é prejudicial para todos os clubes. Você joga 19 vezes para entrar depois em uma loteria na fase final. É triste. O campeonato precisa ser mais valorizado."
Para Carpegiani, o Estadual deveria adotar um sistema parecido com o do Rio de Janeiro, com menos times na primeira divisão (16, contra 20 do Paulista) e dois turnos independentes, com semifinal e final em cada um deles.
"Coisa boa tem que ser copiada", disse o treinador são-paulino.
São Paulo ignora liderança e escancara o 'tanto faz' em Mogi
Fonte Folha.com
17 de Abril de 2011
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