"Carrapato" do Santa segue até para beber água e faz Lucas chorar

Fonte Terra

Lucas e Everton Sena travaram duelo particular na Arena Barueri
Foto: Roberto Vazquez/Futura Press
Poucas vezes na história recente do futebol uma marcação individual foi tão acintosa quanto a do zagueiro Everton Sena, do Santa Cruz, sobre o são-paulino Lucas, no confronto que terminou com vitória paulista por 2 a 0, na última quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil.
Todos que acompanharam a partida na Arena Barueri puderam ver claramente: não importa onde estivesse a revelação tricolor, também estava lá o implacável marcador. Nem nos momentos em que foi beber água, próximo ao banco de reservas do São Paulo, Lucas esteve livre da "sombra" de Sena - que foi eficaz tanto em minimizar o impacto do meia-atacante na partida quanto em desestabilizá-lo emocionalmente.
Já no primeiro jogo entre as equipes - vitória por 1 a 0 do Santa Cruz, no Arruda - Everton Sena marcou Lucas de perto. Em Barueri, porém, o zagueiro foi praticamente uma peça à margem de seu próprio time: mesmo quando os pernambucanos tinham a bola, a preocupação do defensor não era se apresentar para receber um passe, mas sim estar sempre próximo do jovem são-paulino, pronto para impedi-lo de jogar caso o time recuperasse a posse.
O ápice da "fixação" de Sena aconteceu quando Alex Silva e Natan ficaram caídos no gramado após choque no primeiro tempo, interrompendo a partida por alguns minutos. Os jogadores do São Paulo se reuniram perto do técnico Paulo César Carpegiani para beber água e ouvir instruções - e lá, em meio a uma aglomeração de camisas brancas, estava o zagueiro do Santa Cruz, obedecendo à risca as prováveis ordens do treinador Zé Teodoro de "não desgrudar" de Lucas.
Com Lucas, Dagoberto e Fernandinho (depois Marlos) formando o ataque são-paulino no primeiro tempo, o setor ofensivo da equipe era bastante móvel. Isso, porém, não impedia Everton Sena de seguir somente Lucas pelo campo todo. A única vez em que o garoto tricolor escapou de seu "carrapato" na etapa inicial foi após passe comprido de Dagoberto; arrancando do meio de campo, ele mostrou muito mais velocidade que Everton Sena para alcançar a bola, mas finalizou mal, em cima do goleiro Tiago Cardoso.
Apesar da proximidade no gramado, a relação entre os dois camisas 7 não era nada amistosa. Esbarrões, empurrões e trocas de palavras pouco amigáveis eram constantes; aos poucos, era possível ver Lucas ficando cada vez mais nervoso com a "companhia". No final do primeiro tempo, o são-paulino tentou disparar pela esquerda e recebeu uma entrada forte, mas na bola, de Sena.
A marcação individual impedia Lucas de brilhar como havia feito no último domingo, ao marcar um golaço diante do Mirassol, pelo Campeonato Paulista, na mesma Arena Barueri. Logo após o intervalo, o inevitável aconteceu: Everton Sena derrubou o são-paulino no meio e recebeu cartão amarelo.
A intensidade da "perseguição", porém, não diminuiu - pelo contrário, Lucas se mexeu bem menos no segundo tempo, ficando em posições mais centrais no ataque, e pegou ainda menos na bola do que na primeira etapa.
A cena bizarra não demorou a se repetir: Carpegiani chamou o camisa 7 para dar instruções à beira do gramado, e a pouco menos de 1 metro de distância, lá estava a "sombra" ouvindo tudo. O São Paulo já estava com 2 a 0 de vantagem - gols de Rhodolfo e Ilsinho, sem participação do apagado Lucas - quando o garoto "acordou" pela segunda e última vez. Aos 40min, recebeu bola pela direita, entortou Everton Sena duas vezes dentro da área, mas foi travado pelo goleiro na hora da conclusão.
E a história de Lucas e Sena não poderia acabar bem. Pouco antes do apito final, os dois se envolveram em dividida na intermediária; na confusão, o atleta do Santa Cruz acertou cotovelada no são-paulino, provocando um tumulto generalizado. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca se equivocou e mostrou o cartão vermelho a Lucas - que, claro, não demorou a ter a companhia de seu "carrapato", também expulso na sequência.
O são-paulino saiu de campo revoltado. Fora de si, tentou partir para cima do juiz, em atitude pouco característica, e teve que ser contido por alguns companheiros. Já nos vestiários, deixou a raiva extravasar e chorou muito, inconformado com a expulsão.
No fim das contas, vitória do São Paulo sobre o Santa Cruz - mas um "ponto de consolação" para Everton Sena no particularíssimo duelo com Lucas.
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