Marcado individualmente por Everton Sena nos dois jogos diante do Santa Cruz na Copa do Brasil, Lucas foi expulso após um entrevero com o adversário na vitória desta quarta-feira. Fora da primeira partida contra o Goiás nas oitavas de final, ele revelou que chorou no vestiário da Arena Barueri e contestou o cartão aplicado pelo árbitro Gutemberg de Paula Fonseca.
"Eu fui expulso injustamente. Não fiz nada. Chorei e fiquei muito irritado, mas infelizmente essas coisas acontecem. O que aconteceu eu campo, fica dentro do campo. Quando você fica mais visado, os adversários se preocupam mais. Tenho que estar preparado para escapar (da marcação individual) e saber lidar com isso", afirmou.
Assim que recebeu o cartão vermelho, Lucas partiu para cima de Gutemberg de Paula Fonseca e precisou ser contido não apenas pelos companheiros, mas também pelo técnico Paulo César Carpegiani, que entrou em campo para retirar seu jogador de perto do árbitro.
Apesar da reação intempestiva, Lucas assegura que sequer pensou em tentar agredir o juiz após receber o cartão vermelho. "Eu só queria uma explicação dele sobre a expulsão. Por isso, fiquei irritado e reagi daquele jeito. Só queria perguntar por que fui expulso mesmo sem ter feito nada", alegou.
Ao final da partida, o jovem, principal revelação do elenco tricolor, foi defendido pelos companheiros e pelo técnico Paulo César Carpegiani. "Ele é um moleque novo e ainda está aprendendo", minimizou o zagueiro Alex Silva, que também ajudou a conter o meia após a expulsão.
Ao falar sobre o assunto, Carpegiani citou a própria trajetória como jogador. "Eu fui profissional e todos sabemos que é muito difícil quando você é caçado em campo, principalmente para um garoto que ainda está aprendendo. Ele estava inconsolável no vestiário", contou.
Abatido e choroso, Lucas recebeu alguns conselhos do experiente comandante. "Falei que ele tem que se comportar como um profissional e que esse tipo de situação ainda vai acontecer muito na carreira dele. Ele vai aprender. Experiência, você só adquire jogando. Ele é um menino bom, que não tem maldade, não revida e nem sabe dar ponta-pé", defendeu Carpegiani.
Autor do gol da classificação, o polivalente Ilsinho engrossou o coro dos defensores do meia. "O Lucas é um garoto bom, que já tinha sido provocado no primeiro jogo. Ele (Everton Sena) estava apelando, não estava deixando o Lucas jogar por outras vias. Foi uma estratégia para tirar o Lucas do sério", analisou.
Lucas revela choro no vestiário e se defende por expulsão
Fonte Gazeta Esportiva
7 de Abril de 2011
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