
- Os TCCs foram assinados para possibilitar a negociação coletiva, mas isso era a exceção, a negociação direta entre a Globo e os times é a tendência natural do mercado - disse o secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinícius Marques de Carvalho, que até a semana passada ocupava o cargo de conselheiro no Cade, ao site TeleSíntese.
Na avaliação do secretário, dificilmente a SDE avaliará esses contratos, até porque não recebeu solicitações nesse sentido até agora. Carvalho também não vê irregularidades na negociação de todas as plataformas de mídia, TVs aberta e fechada, pay-per-view, internet e telefonia móvel, como preveem os contratos assinados entre a Globo e os times.
- A separação das mídias foi proposta pelo Cade porque a negociação coletiva, via Clube dos 13, poderia caracterizar cartelização, o que não ocorre em negociações unilaterais - explica.
Já o argumento do Clube dos 13, de que mantém os direitos de comercialização dados pelos times, em função da entidade continuar avalista deles junto a instituições financeiras, a avaliação de advogados é de que essa questão somente poderá ser decidida na Justiça. É o que pensa também o titular da SDE.

José Eduardo Marins Cardozo. Ministro da Justiça do Brasil,Governo DILMA ROUSSEF