O capitão são-paulino sabe que o Tricolor não costuma abrir o cofre para reforçar o time. E não o fará também dessa vez, já que os espanhóis pedem no mínimo 12 milhões de euros (R$ 30 milhões) por Luís Fabiano. Mesmo assim ele iniciou uma campanha para atrair investidores são-paulinos que gostariam de ver o jogador de 30 anos novamente no Morumbi.
“O Luís Fabiano não é um simples jogador para o São Paulo. Ele é um ídolo e às vezes isso tem um valor muito maior do que aquele que o dinheiro paga. Você ter um cara decisivo como ele seria ótimo. É uma loucura, sem dúvida. Mas às vezes vale à pena”, disse. “Talvez o clube não tenha condições financeiras, mas conheço vários são-paulinos que fariam isso facilmente.”
A possibilidade de repatriar Luís Fabiano voltou à tona depois de uma entrevista do atacante na Espanha. Nela, ele afirmou que seria “legal” voltar neste momento ao Brasil e que, se fosse para retornar, gostaria que fosse para o Tricolor, clube que defendeu por quatro anos.
Os dirigentes sondaram o jogador para saber da possibilidade de acerto. Não é fácil. Preocupado com o desejo de Luís Fabiano em sair, o Sevilla adquiriu sexta-feira os 55% dos direitos que estavam nas mãos de um grupo de investidores por 7 milhões de euros (R$ 16 milhões). Agora detém 100% e só abre negociação se os valores envolvidos superarem o que foi investido – os espanhóis pagaram 3 milhões de euros (R$ 6,8 milhões) para tirá-lo do Porto em 2005.
A primeira ideia do São Paulo é tentar contratá-lo por empréstimo, mas, para isso, Luís Fabiano teria de renovar seu contrato que termina em 2013 com o Sevilla, algo que parece não interessá-lo. A segunda opção é o plano revelado por Ceni com investidores brasileiros. O retorno, como disse o goleiro, seria dentro de campo, com gols e boas jogadas.
Pelo Tricolor, em sua passagem, o atacante fez 118 gols em 160 partidas e, até hoje, é o segundo jogador com melhor média de gols, atrás de Friedenreich.

Luis Fabiano deixa o campo carregado de maca (Foto: EFE)