
Dagoberto vive seu melhor momento com a camisa do São Paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)
Do mesmo jeito em que repreendeu o atleta, Carpegiani também elogia a manutenção do seu bom futebol. Mesmo após o ocorrido, Dagoberto seguiu jogando bem e marcando gols. Na última quarta-feira, na vitória de 3 a 0 sobre o Treze, ele deixou sua marca duas vezes nas redes adversárias e ainda deu o passe para Fernandinho fazer o seu.
- Nós tivemos um contratempo. Sou meio metido a disciplinador. Isso não escondo a vocês. O mais importante é que eu tive uma conversa clara. Tenho carinho todo especial por ele. E ele não caiu de produção. É um jogador de suma importância. A mim não afetou nada. Não sou vingativo. Tenho que botar o São Paulo em primeiro plano. Eu poderia ter afastado, mas não sou dono do clube. A conversa que tive com ele foi muito mais importante do que qualquer outra situação – reconheceu o treinador.
Carpegiani lembrou que foi fundamental para a recuperação de Dagoberto quando chegou ao clube, em outubro do ano passado. Após a eliminação da equipe na Taça Libertadores da América de 2010, o camisa 25 foi crucificado pela diretoria, que tentou negociá-lo com o Metalist (UCR) por € 4 milhões (R$ 10 milhões). Só que o atacante bateu o pé e não saiu do time.
- O Dagoberto estava em situação difícil no clube quando eu cheguei. Ele não era titular, não estava nem sendo relacionado para os jogos. Houve uma recuperação muito grande dele – lembrou.