Juvenal se apoia em Laudo Natel e diz que opositor não existe

Fonte Gazeta Esportiva
14 de Fevereiro de 2011
Juvenal Juvêncio assegura que ainda não definiu se concorrerá à reeleição em abril, com a possibilidade de emendar um terceiro mandato consecutivo e o seu quarto à frente do São Paulo. O atual presidente, porém, lembra que Laudo Natel ocupou o mesmo cargo no clube por 14 anos. E desdenhou do poder da oposição.
O cartola demonstrou irritação ao ter que explicar sobre a escolha de um continuísmo. "É uma decisão interna nossa e compete a nós decidir. Pergunte a ele se não é bom?", disse Juvenal, apontando para Laudo Natel. "O Laudo Natel ficou 14 anos no São Paulo, sete mandatos. E me disse: 'o Morumbi só saiu porque lá eu fiquei'."
Laudo Natel, governador de São Paulo entre 1966 e 1967 e de 1971 a 1975, presidiu o Tricolor paulista de 1958 a 1972 e é considerado o patrono do Morumbi, já que coordenou o projeto de construção do estádio do seu começo, em 1952, à conclusão, em 1970. É considerado tão útil na campanha política de Juvenal que, nesta segunda-feira, o presidente e Rogério Ceni interromperam o início da entrega da Taça das Bolinhas para abraçá-lo na sede da Caixa.
Com tanto apoio, Juvenal dá a entender que seus opositores dentro do clube são inofensivos. O dirigente diz contar com aval do estatuto para um terceiro mandato consecutivo: o regulamento só permite uma reeleição, mas o período na presidência foi ampliado de dois para três anos poucos dias antes da última eleição de Juvenal, em 2008. Por isso, o cartola poderia ser considerado reeleito somente se vencer a eleição marcada para abril.
Favorito, Juvenal menospreza o conselheiro vitalício Edson Lapolla, possível candidato da oposição e que faz campanha apontando a possível reeleição do atual presidente como um "golpe dentro do golpe". "O Edson Lapolla não existe", definiu Juvenal, pronto para a briga nas urnas. "Ter um candidato da oposição estimula. Mas depois eu quero que divulguem o número de votos dele. É uma democracia, e a maioria não é menor do que 90%."
O mandatário também minimiza a tentativa de a oposição barrar na justiça a reunião desta terça-feira do Conselho Deliberativo que deve confirmar a legalidade de sua candidatura. À espera deste encontro, Juvenal ainda nega ser candidato, mas faz campanha. O evento na Caixa Econômica Federal foi usado para ele relembrar todas as suas conquistas como diretor de futebol e presidente desde os anos 80.
"Ainda não sou candidato, mas acho (a reeleição) justíssima porque o São Paulo precisa de competência. Esta taça (das Bolinhas) é obra do acaso? A bola não entra por acaso, é por competência", argumentou o dirigente. "(O poder) Não me seduz e não me seduziu em 1990, quando eu podia disputar a reeleição e não disputei. Mas o nosso negócio é excesso de competência", concluiu.
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