Uma reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo está marcada para terça-feira. Nela, Carlos Miguel Aidar (ex-presidente do clube entre 1984 e 1988, que apoia Juvenal Juvêncio) apresentará proposta de interpretação do artigo 139 do estatuto, que alterou em 2008 a duração de mandato de presidente.
A "interpretação", que conta com o apoio de cerca de 180 conselheiros, visa alterar o texto da ata da última eleição, passando a ignorar o primeiro mandato de Juvenal.
Torcedores contrários à mudança estatutária, porém, prometem barulho. Segundo Luiz Antonio da Cunha, um dos porta-vozes do site "Nem a pau, Juvenal", protestos com faixas e nariz de palhaço devem ocorrer. Edson Lapolla, único candidato da oposição, também convoca torcedores para manifestações pacíficas.
ENTENDA:
O que diz o estatuto
O estatuto diz que o cargo de presidente será ocupado por membro do Conselho Deliberativo. Ele permite apenas uma reeleição para o cargo.
O que alega Juvenal Juvêncio
O presidente teve o primeiro mandato de dois anos entre 2006 e 2008. Naquele ano, uma mudança no estatuto aumentou a gestão da próxima eleição para três anos. Juvenal foi reeleito pela primeira vez. Porém, ele alega que, após novo estatuto, exerceu só um mandato, podendo ser "reeleito novamente", o que se caracterizaria um terceiro mandato consecutivo, algo considerado "golpe" pela minoria oposicionista.
CONFIRA OPINIÕES SOBRE O TERCEIRO MANDATO DE JUVENAL
Edson Francisco Lapolla - candidato da oposição
"Não somos contrários à gestão que Juvenal Juvêncio fez, mas sim à tentativa de mudar e manchar a história do clube. Não concordo com continuismo, onde aconteceu isso o clube foi para a segunda divisão após alguns títulos conquistados. É sempre a mesma conversa...Ouvi até que só ele consegue falar com a Dilma (Rousseff, presidente)...Isso é um absurdo!"
Júlio Casares - vice-presidente de Comunicação e Marketing da atual gestão
"É estratégico para o clube. A reeleição será muito importante para a conjuntura política do São Paulo. Há um entendimento até com boa parte da oposição por mais um mandato de Juvenal Juvêncio. Apenas mais um."
