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A atuação desta quinta-feira, 03, na vitória sobre o Linense por 3 a 2, provou que mesmo aos quase 39 anos ele não perdeu o talento que o fez ser eleito o melhor do mundo em 99. O camisa dez foi aplaudido do início ao fim.
A primeira manifestação aconteceu alguns minutos antes de o jogo começar no Morumbi, depois que o seu nome apareceu no placar eletrônico e ele foi anunciado pelo alto-falante.
A segunda foi quando ele pisou no gramado como jogador do São Paulo. Não mais um rival, com passagens por Corinthians e Palmeiras. Ele era o terceiro da fila e arrastou consigo dez mascotes, coincidentemente o número de sua camisa.
A torcida também estava feliz em vê-lo em campo. O Morumbi não estava cheio, longe disso, mas o público era muito maior do que em qualquer outra partida do São Paulo em circunstâncias parecidas. E Rivaldo se esforçava para retribuir.
Ele buscava o jogo, procurava criar jogadas e se posicionava na área para receber bolas e finalizar. Mas nada deu certo no primeiro tempo. Ele foi aplaudido mais três vezes pelos torcedores antes do intervalo, mas não da maneira que ele queria.
Seu lance mais perigoso foi uma cobrança de falta que o goleiro Paulo Musse mandou para escanteio. Rivaldo deu ainda uma caneta em Marcelo Santos no meio de campo, levando os são-paulinos ao delírio, e fez uma bonita tabela com Dagoberto.
“O jogo está difícil. Temos de correr atrás da vitória”, pediu Rivaldo ao deixar o campo para o intervalo. Não à toa, ele foi o primeiro a subir do vestiário. A sua vontade de estrear com o pé direito era enorme.
Quando a torcida começava a ficar preocupada, com o Linense na frente do placar, Rivaldo fez o que os craques de verdade costumam fazer: chamou a responsabilidade e mostrou o caminho. E com que classe! Deu um chapéu no zagueiro e empatou com um toque de pé esquerdo. Se alguém duvidava que ele ainda podia fazer lances assim, a dúvida acabou“Poder estrear com um gol, ganhar o jogo e sair aplaudido pela torcida é bom demais. Meu coração está feliz demais. Agradeço ao São Paulo por ter me contratado.”
Louco para jogar
Rivaldo está tão motivado que já disse nesta iinta que não quer saber de descansar. Ele garante estar com o fôlego em dia para correr os 90 minutos, como já fez ontem. “Eu sempre me cuidei e tenho um bom preparo físico para isso, para jogar o tempo todo. Se depender de mim, estarei em campo domingo contra o Botafogo lá em Ribeirão Preto.”
Com a humildade que nem todo jogador de seu quilate tem, Rivaldo deixou claro que está disposto a fazer a função que Carpegiani pedir. Ontem ele jogou uma parte da partida no ataque e outra parte mais recuado. E numa boa, sem reclamar como fez Dagoberto (ver na página ao lado) – um jogador que nunca chegará a ser um Rivaldo.
Feliz da vida e já nos braços da torcida, o craque foi embora para casa. Domingo tem mais.