São Paulo joga bem e ganha outra sob o comando de Carpegiani

Fonte Vitor Birner
29 de Outubro de 2010
São Paulo 2×1 Atlético PR
Mudanças forçadas

Sem Fernandinho, machucado, e Lucas, suspenso, Carpegiani perdeu os 2 jogadores de velocidade, respectivamente na esquerda e direita, que atuam bem abertos. Eu imaginava ver Ilsinho ou Marlos na vaga de Lucas e Dagoberto na posição de Fernandinho, com Fernandão centralizado na meia.
O treinador não fez isso. Escalou 3 volantes, Casemiro, Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba. Os 2 primeiros pouco apoiaram. C. Paraíba avançava e ajudava o trabalho dos 2 meias, Fernandão e Dagoberto.
Os laterais Jean e Richarlyson só ajudavam o ataque na boa. Não apareciam constantemente como alas.
Sérgio Soares perdeu Branquinho e Rodolfo, 2 atletas muito importantes, em cima da hora. Já não contava com wagner Diniz. Ficou sem um dos principais atletas de coordenação ofensiva, o zagueiro titular e o ala que desce bastante.
O jovem Netinho, Rafael Santos e Deivid os substituíram.
São Paulo sai em vantagem
O Furacão iniciou marcando a saída de bola sãopaulina. Guerrón, na direita tal qual um ponta, Bruno Mineiro, o centroavante, e Netinho pressionaram. Tentavam roubar a gorduchinha ou forçar a ligação direta da defesa para o ataque.
Funcionou nos minutos iniciais, quando o Furacão, em cobrança de escanteio, marcou o gol corretamente anulado por causa da posição ilegal de Bruno Mineiro.
O São Paulo errava muitos passes. A dificuldade para fazer a transição inteligente da defesa para o ataque era clara. Aos poucos achou o caminho.
Na criação, Dagoberto, se movimentando de ambos os lados foi o principal jogador. Fernandão, centralizado, era referência para o companheiro ter com quem jogar. A participação de Carlinhos Paraíba foi discreta na articulação ofensiva.
Ricardo Oliveira, também se mexendo muito, além de dar sequência às jogadas e abrir espaços para quem vinha com a bola, fez o primeiro gol em bela jogada.
Passou pelo adversário e aos 14 minutos chutou de esquerda para fazer 1×0.
São Paulo melhor
O jogo estava equilibrado até o gol. Depois, o São Paulo cresceu. Passou bom tempo com a bola, trocou passes e tentou, de fora da área, ampliar.
Faltou o último passe. A boa marcação dos volantes Chico, Vitor e Claiton dificultou a criação dos anfitriões.
Guerrón, a única e boa opção
O Atlético tinha uma jogada de ataque. Ela sempre passava por Guerrón. Curioso foi ver o equatoriano mano a mano com Miranda algumas vezes.
Se Richarlyson, na lateral, prorizava o trabalho defensivo, onde estava nas jogadas? E como o time com 3 volantes deixava o zagueiro tão exposto?
Casemiro erra e Furacão empata
Um erro de passe tolo do volante acabou com o drible de Guerrón em Miranda ( a bola era do atacante, não culpo o zagueiro) e chute dele para dentro do gol aos 26.
Carpegiani muda e o São Paulo cresce
Insatisfeito com a má atuação de Casemiro, Carpegiani mudou o São Paulo para o segundo tempo. Tirou o garoto, recuou Carlinhos Paraíba para a função dele e colocou Marlos.
Aí o São Paulo realmente tomou conta do confronto. Marlos dividiu a atenção da defesa atleticana e as chances de gol claras apareceram.
A bola bateu no braço de Rafael Santos logo no começo. É a questão do critério e da arbitragem brasileira.
Não foi pênalti. Mas marcaram vários assim no brasileirão. O São Paulo mesmo teve alguns contra. O árbitro gaúcho Marcio Chagas mandou seguir. Ainda não está contaminado pela sopração compulsiva de seus colegas.
Aos 5, Miranda, de cabeça, devolveu a vantagem ao seu time.
Os minutos seguintes foram os melhores sãopaulinos. Lances bonitos e gols perdidos empolgaram os quase 16.500 pagantes na Arena Barueri. A jogada de Marlos, o passe dele para o chuite de Ricardo Oliveira merecem aplausos.
A defesa de Neto também!
Discreto e perigoso
O São Paulo perdia chances de ampliar e não era incomodado.
Mas quando foi pela primeira vez, aos 22, Rogério Ceni teve que fazer uma senhora defesa.
Paulinho, em contragolpe, recebeu passe de Chico, driblou Miranda e saiu na cara do goleiro que conseguiu espalmar para escanteio.
Em seguida, de cabeça, Bruno Mineiro também ameaçou o goleiro.
Sergio Soares tinha trocado alguns minutos antes Clayton por Edgar (lateral-direito). Queria melhorar o contra-ataque e isso aconteceu.
Equilíbrio e mudanças
O volume ofensivo sãopaulino diminuiu, o Furacão sofria para superar a defesa do rival, e o jogo ficou equilibrado.
Sergio Soares decidiu arriscar. Marcelo, atacante, foi para o lugar do lateral-direito Deivid aos 31. Dois minutos depois reforçou a jogada aérea com o argentino Nieto na vaga de Guerrón.
Aos 36, Ricardo Oliveira, de cabeça, perdeu excelente oportunidade de fazer 3×1. Em seguida Ilsinho entrou no lugar de Dagoberto.
Nos minutos finais, o São Paulo recuou, queria o contragolpe com Ilsinho, Marlos e Ricardo Oliveira, e a posse bola ficou com o Furacão.
O Atlético, em vão, trocou passes no campo de ataque.
E ainda viu Ilsinho perder o gol feito aos 47.
Resultado justo para a o time de Carpegiani. Foi a quarta vitória em 5 jogos sob o comando do novo treinador.
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