Quando acertou contrato até o fim de 2011 com o Tricolor, Paulo fez questão de se responsabilizar pelo pagamento do salário do filho mais novo, que receberá 10% dos R$ 300 mil mensais dados ao treinador do time do Morumbi.
"Tive uma conversa rápida com o Juvenal Juvêncio (presidente do São Paulo) para fechar um acordo, e ele me passou uma relação dos valores que poderia pagar. Eu disse que não precisava pagar o salário do Rodrigo, pois eu mesmo pago", afirmou Carpegiani.
A preocupação do experiente profissional é que ele seja acusado de nepotismo - quando parentes são nomeados por alguém para ocupar cargos dentro de uma empresa ou instituição política. Ex-técnico do RS Futebol Clube, agremiação fundada por Paulo César Carpegiani em 2001 - e da qual ele foi proprietário até 2008 -, Rodrigo já trabalhou com o pai no Vitória, em 2009, e fazia parte da comissão técnica do Atlético-PR.
"O Rodrigo sempre trabalhou comigo. É até bom deixar claro que ele não recebe nada do clube, para evitar alguma polêmica", explicou o comandante são-paulino.
O herdeiro vem sendo bastante participativo nos treinamentos. Ele costuma orientar mais o sistema defensivo da equipe, conversando bastante com os beques e recebendo conselhos de Rogério Ceni.
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