
Até quem se gabava de ter a casa arrumada, como o São Paulo, aderiu à moda. Recentemente, ofereceu pelo menos três anos de receitas de TV do Estadual para movimentar sua conta garantida, espécie de cheque especial.
O Tricolor, quinto que mais gasta, adotou outra prática entre clubes, em especial aqueles com altos salários de jogadores que rendem abaixo do esperado: emprestar atletas e continuar bancando parte dos vencimentos. Os são-paulinos ainda pagam 65 000 reais, metade do salário de Marcelinho Paraíba, emprestado ao Sport; e 50 000 reais para Washington, que ganhava 190 000 e está no Fluminense.
“As pessoas que me questionam sobre o Washington falam que ele está marcando gol no Fluminense. Mas a transferência foi interessante para nós, pelo momento que ele vivia aqui”, afirma João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do São Paulo, clube que tem uma dívida na casa dos 100 milhões.
O São Paulo ganhou fôlego com a venda de Hernanes, por 13,5 milhões de euros, mas mantém algumas medidas austeras em sua parte administrativa.
Quando um funcionário de fora do futebol pede demissão, a prioridade é evitar contratar outro para a função — contenção de despesas que destoa de caras contratações para salvar o time, como a de Ricardo Oliveira, que recebe cerca de 200 000 reais mensais.