“É um avanço, já que é algo inédito. O grande argumento que o Mano usou foi sobre a necessidade de se ter um treinador conhecido, para que a gente possa tornar a seleção sub-20 atrativa para o atleta, já que muitos garotos com menos de 20 anos já são titulares em seus clubes. Queremos fazer um grande projeto para mostrar ao jogador e ao clube que será uma ótima liberar o atleta para a seleção”, explicou, em entrevista ao jornal “Extra”.

De olho no Sul-Americano Sub-20, a ser disputado no Peru em janeiro do ano que vem, o comandante já especula alguns nomes para o torneio.
“O Marcelinho, que agora é Lucas, do São Paulo, é um bom exemplo, bem como os gêmeos que eram do Fluminense (Rafael e Fábio, do Manchester). Mas como convocar estes dois, por exemplo, sem apresentar um projeto decente a eles e ao clube? Este será o nosso trabalho na seleção brasileira”, revelou.
Evitando criticar Neymar, jogador com o qual poderia contar para a competição, Ney Franco minimiza as polêmicas recentes em que o atacante santista se envolveu.
“A gente vai trabalhar com uma garotada numa idade complicada, que vive queimando etapas da vida. Trabalhei muitos anos na base, e o que aconteceu com o Neymar é muito comum, mas não dá visibilidade porque não é com o Neymar, é com desconhecidos. O nosso papel é aconselhar, orientar e até usar a seleção brasileira para isso, mostrando a eles o que é representar o nosso país”, disse.
