
Nação do maior do Mundo;
Apesar de ainda não apresentar um futebol convincente taticamente, como é bom ganhar do nosso maior rival histórico da cidade, não? Mesmo confuso e desequilibrado, o São Paulo fez valer o seu mando de campo (sim, fora do Palestra tudo é mando do tricolor), venceu o clássico e dá uma aliviada na tabela.
Para onde a gente vai nesse campeonato eu não sei, mas ainda acredito que agora o importante é ganhar de quem está atrás e tentar não perder de quem está na frente. Pouco para o maior clube do Brasil mas são contingências do momento de uma equipe e um técnico ainda em formação.
O primeiro tempo das duas equipes foi dramático. Fazia tempo que não via um clássico tão abaixo da média entre a gente e os róseos. O Palmeiras melhor distribuído em campo, mas com jogadores péssimos e um meia que alguns acham um gênio, mas que para mim é um grande cai cai; talvez por isso não seja titular nem da seleção do Chile. Do outro lado uma equipe disposta a jogar, mas horrível taticamente. Uma formação duvidosa, cheio de jogadores improvisados em campo e um ataque inexistente, já que apenas o isolado Fernandão estava na frente e nenhum meia chegava. Só podia dar zero a zero.

Os únicos detalhes da várzea do primeiro tempo foram a expulsão de Felipão e o azar da contusão de Ilsinho, ainda nos primeiros minutos de jogo. Logo ele que ameaçava um belo jogo, prejudicando ainda mais os planos de Baresi. “Seu delegado, prenda o Tadeu!”
Veio a segunda etapa e eu dizia no twitter que somente o acaso ou alguma bela jogada para ambos os lados mudaria a situação do jogo. E deu no que deu. Lucas recebeu boa bola de Jorge Wagner num contra-ataque e, num belo chute (belo mesmo!) abriu o placar e deu outros olhos ao clássico. Aliás, ele doutrinou o segundo tempo todo do jogo! Aí cabe o único mérito do treinador hoje, que finalmente o colocou no ataque, para ajudar o solitário Fernandão.
Após o gol, o time recuou e o adversário veio para cima. Até aí, normal de jogo, mas não podia ter recuado tanto. Se tivéssemos jogado contra uma equipe um pouco melhor seria o atestado de um fatal empate. Sorte que foi o combalido ataque do Palmeiras, com Luan e Tadeu.

Quando o jogo caminhava para um ataque-defesa, veio mais um lance de talento do tricolor, mais precisamente, de Lucas. O meia recebeu bola de Zé Vitor, avançou e deu um passe magistral para Fernandão completar com muita categoria e tranquilidade para as redes róseas. Lucas, “o doutrinador”, fez as vezes de atacante aberto, como não havia acontecido na primeira etapa. Foi a diferença, além da EXCELENTE VOLTA de Alex Silva, o MONSTRO do Morumbi. Detalhe: Voltou de cirurgia no joelho como se não tivesse nem operado. Se eu fosse dirigente trataria de tentar a compra eterna e permanente do jogador; e trabalharia muito o marketing em cima deste verdadeiro símbolo de identificação com a garra da torcida tricolor.
Se todos se contagiarem com a vontade de Alex Silva e a experiência e dedicação de Rogério Ceni, nunca iremos reclamar disso, mesmo com o time tentando se acertar em campo. Palavra de torcedor.
Fim de jogo e a festa no Chiqueiro que é o Pacaembu mais uma vez é nossa. Só que desta vez sem tantas comemorações. O São Paulo está bem longe de estar bem taticamente, mas com o talento de Lucas e a garra de seu sistema defensivo, capitaneado por Alex Silva, conseguiu um ótimo resultado. Mas não vamos nos iludir com a vitória neste clássico. O time precisa de um técnico experiente, com visão de longo prazo, para gerenciar a transformação. Baresi, bom profissional, ainda não é o nome.
Saudações tricolores!
Melhores do SPFC: Lucas (desequilibrou o jogo no segundo tempo) e
Alex Silva (um verdadeiro monstro em campo, mesmo voltando de cirurgia)
Piores do SPFC: Baresi, que apesar da vitória ainda não chegou a um acordo tático no time.
Menção mais que honrosa para Valkíria, a fruta verde que só cai em campo.