Palmeiras 0×2 São Paulo
Os professores
Dizem que futebol não tem lógica. No Pacaembu, o choque-rei foi totalmente lógico.
E mediocre, em especial na primeira etapa..
Professor Felipão acha a turma fraca. Está tentando melhorar as notas dos alunos, e arrumou a defesa palmeirense. O setor, faz alguns jogos, funciona bem.
O problema aparece quando os jogadores estão com a bola. Levantamentos na área, cobranças de faltas e chutes de média e longa distâncias, quase sempre de Marcos Assunção, além dos contragolpes com Ewerthon e Kléber são as opções de ataque.
Kléber não atuou. Tadeu formou a dupla de frente. Valdívia, muito mal outra vez, foi o “um” do meio-campo.
Ewerthon se machucou e saiu aos 39 para a entrada de Tinga. O Palestra perdia o meio-campo até a mudança.
O Professor iniciante Sérgio Baresi montou time diferente e mais inteligente. Sua equipe estava tomando muitos gols, perdia as bolas por cima e sofria com os atacantes rápidos dos adversários quando jogavam nas costas dos laterais. E fazia muitas faltas perto da área.
As poucas virtudes ofensivas alviverdes estavam exatamente nos maiores defeitos sãopaulinos. Para resolver isso, o treinador dos visitantes recuou Rodrigo Souto para a linha de 3 zagueiros. A grande melhora do setor teve outro fator lógico.
Alex Silva voltou.
E trouxe qualidade nos desarmes, força na jogada aérea e boa quantidade da garra desaparecida nas duas últimas partidas. Ilsinho começou na ala direita, mas se machucou na etapa inicial, em lance normal de disputa de bola. José Vitor entrou no meio e Jean, antes de volante, retorno à lateral.
Dagoberto e Cleber Santana, titulares na derrota para o Inter, foram sacados. Lucas atuou mais perto de Fernandão, o centroavante.
Futebol com lógica
A dificuldade de ambos na articulação de lances ofensivos, o bom trabalho defensivo palmeirense e o reforço do São Paulo atrás determinaram um jogo de poucas oportunidades.
A raça dos atletas, todo mundo lutou bastante, acabava em faltas e reclamações com a arbitragem. Futebol, na prática, pouco se viu até o intervalo.
Depois não melhorou muito. O Palmeiras voltou mais perigoso do intervalo. Por alguns minutos, ganhou a posse de bola e ameaçou pressionar. Se aproximou da área de Rogério Ceni.
Mas faltava um erro defensivo, uma jogada de talento, algo fora do padrão para alguém balançar as redes.
Lucas, a diferença no clássico
Lucas, ex-Marcelinho, foi de longe o melhor em campo. Desequilibrou o clássico.
Aos 11, após o chutão para o ataque, Jorge Wagner ganhou por cima e Lucas acertou um belo chute no ângulo direito do gol de Deola.
A vantagem deu ao São Paulo o contragolpe. Praticamente inoperante no ataque, o Palmeiras viveu de cruzamentos e chutes de fora da área. Alex Silva foi muito bem. Miranda, jogando como nos bons tempos dele, também ganhou quase todas divididas pelo alto.
O Palmeiras não conseguiu superar o paredão defensivo do rival.
Aos 31, Lucas, responsável por armar os contra-ataques, colocou Fernandão nacara de Deola. Frio, o centroavante levantou a cabeça antes de chutar no canto direito.
Estava definida a vitória do time que fez um pouco mais com a bola.
Ou, se preferir, que teve o talento de Lucas a seu serviço.
Alex Silva volta, defesa do São Paulo joga bem, e Lucas desequilibra o clássico
Fonte Blog do Birner
19 de Setembro de 2010
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