"Esse menino exemplifica o que é preciso ter no começo de uma carreira. Ele escuta, está sempre treinando e no jogo ele corresponde. É um grande exemplo para jogadores de base, ele tem talento e ajuda muito a equipe. Ele acabou caindo muito nas últimas e não fomos bem, mas hoje foi bem o time rendeu", disse o capitão são-paulino Rogério Ceni. "A gente precisa muito desse Lucas, né? Marcelinho já é coisa do passado", disse o goleiro.
Depois de passar em branco na partida contra Internacional, no primeiro jogo feito pelo garoto com o nome Lucas na camisa - antes era Marcelinho - o clássico deste domingo foi o verdadeiro batismo da joia são-paulina. Após seu gol, feito depois de um lançamento de Rogério Ceni e um desvio de Jorge Wagner na intermediária, o garoto se soltou, tentou várias jogadas de efeito, e garantiu a vitória.
Lucas ressuscita time após saída de Ilsinho
O cenário não era nada favorável antes de Lucas desabrochar. Sem criatividade, a principal opção para a saída de bola do time era Ilsinho pela direita. Porém, o lateral jogou apenas 18 minutos. Aos cinco, sofreu uma entrada no tornozelo esquerdo em disputa de bola com Tadeu. Foi atendido fora de campo, tentou voltar, mas continuou sentindo dores e não resistiu. Foi substituído por Zé Vitor e o São Paulo
perdeu sua principal saída de bola ao ataque. Sem Ilsinho, o time do Morumbi ficou 20 minutos do primeiro sem chutar a gol no primeiro tempo. Com ele, o time chegou bem no início da partida, mas parou depois. Isso até a volta do intervalo, quando ainda apostando em se defender, o São Paulo esperava por um milagre. E ele veio nos pés de Lucas.
Na descida para os vestiários ao fim do primeiro tempo, o garoto falou aos microfones de rádio. Sabia que poderia render mais. "Tive minhas chances, mas não concluí bem, em uma chutei com o pé esquerdo. Mas vou tentar me aproximar mais e melhorar. Sei que posso render e ajudar o time". Proféticas palavras do camisa 37 do São Paulo. Sem ele, o São Paulo não conseguiria a vitória no clássico contra o Palmeiras.
Lucas tem agora 11 jogos como profissional e dois gols. Quando marcou o primeiro, contra o Atlético-MG, no dia 5, ele ainda era Marcelinho. Como Lucas, conseguiu mostrar porque é considerado a principal aposta da base do São Paulo desde Kaká.
