O time palestrino também tem como desafio espantar a má fase como mandante. A última vitória foi por 2 a 0 contra o Atlético-PR, ainda na 14ª rodada. "Nos últimos jogos fora, abusamos da raça e da vontade. Precisa ser assim em casa. No Pacaembu, sabemos que a responsabilidade maior é nossa. Temos atletas experientes e nosso time já provou ter qualidade para surpreender e dar um algo a mais”, afirmou o volante Márcio Araújo.
Apesar deste objetivo o elenco reconhece a dificuldade de se jogar um clássico com tanta disputa entre as equipes. Sem o volante Edinho, suspenso pelo terceiro cartão, o Palmeiras terá Marcos Assunção como arma para as jogadas de bola parada. O volante espera que o time vença o clássico para engrenar de vez no Brasileirão. "Nenhum clássico é fácil e esse vai ser ainda mais complicado pelas condições das equipes. Mas estamos vindo de uma excelente vitória (2 a 1 contra o Grêmio na última quarta-feira) e vamos procurar levar essa energia para o Pacaembu. Já aconteceu outras vezes de vencermos, projetarmos uma arrancada e nada acontecer. Agora, acho que chegou o momento de sacramentarmos essa evolução", analisou o confiante volante Marcos Assunção.
Palmeiras e São Paulo somam jogos históricos e que marcaram grandes finais, principalmente em Campeonatos Paulistas. “No meu caso a partida de 1971 marcou demais. Nós estávamos perdendo por 1 a 0, quando infelizmente por um erro de arbitragem um gol meu foi anulado, ocasionando no São Paulo como campeão. Mesmo assim a glória ficou para o ano seguinte. Em 1972 empatamos com eles em pleno Morumbi e conseguimos ser campeões invictos do Campeonato Paulista”, relembra o ex-meio-campista Leivinha, que brilhou com a camisa do time alviverde na década de 1970 e encerrou a carreira no São Paulo.
Já sobre a rivalidade o ex-jogador afirma que a briga entre os clubes sempre existiu, principalmente por serem duas equipes de qualidade. “É uma rivalidade muito grande, desde a minha época o São Paulo é um time que sempre teve um bom arsenal, sempre chegando entre os primeiros”, analisou o ex-camisa oito, que também não deixou de falar dos dias atuais. “Este clima com o decorrer dos anos só pode aumentar, hoje o Palmeiras almeja uma recuperação junto com o São Paulo que tem ganhado tudo nos últimos anos, com certeza será um bom jogo”, completou.
Após a derrota dentro do Morumbi para o Internacional (RS) na última rodada, o São Paulo busca a recuperação em um clássico. Sem vencer há duas rodadas, o time do técnico Sérgio Baresi espera arrancar de vez na competição. Sem o zagueiro Xandão suspenso, que recebeu o terceiro cartão amarelo, a boa notícia para o técnico é o retorno de Alex Silva à zaga tricolor. O ataque do São Paulo poderá ter um reforço de peso para o confronto no Pacaembu: Ricardo Oliveira está recuperado de uma tendinite no joelho esquerdo e dependerá da evolução nos treinamentos antes do jogo para saber se pode enfrentar o Palmeiras.
Sem definir a formação para o clássico, Sérgio Baresi espera contar com os principais jogadores para o jogo que pode culminar na vitória de número 100 da equipe tricolor no dérbi. Ainda vamos pensar em uma formação para domingo. Vamos ver a melhor formação", resumiu o técnico, que vê numa vitória no Choque-Rei deste domingo a saída para voltar a sonhar com o G-4. "Estamos trabalhando sempre da mesma forma, não mudamos nada. Passamos por um momento difícil antes e estamos passando agora. “O jogo de domingo é decisivo dentro da classificação do Brasileiro e tudo poderá acontecer”, concluiu Baresi.

Integrante de umas das maiores equipes que o São Paulo teve em sua história, o ex-meia-atacante Palhinha também tem lembranças marcantes do clássico contra o Palmeiras. “Disputei partidas memoráveis contra o Palmeiras. Nas oitavas de final da Copa Libertadores de 1994 tivemos um grande confronto com eles e, certamente, esse clássico foi o mais marcante em minha carreira”, relembrou o ex-camisa 9 que hoje administra uma empresa de ônibus na cidade paulista de Indaiatuba.
A rivalidade entre palmeirenses e são-paulinos também marca a história do ex-meio-campista durante a sua trajetória no time do Morumbi entre os anos de 1992 e 1995. “Na época em que joguei os dois clubes sempre tiveram verdadeiros esquadrões. Isso dava um ar todo especial para o clássico e o tornava diferente. Tínhamos Muller, Raí, Cafu e eles Rivaldo, Mazinho e Edmundo. Eram grandes jogadores de muita qualidade individual que transformavam o clássico em um verdadeiro espetáculo”, diz Palhinha, que acredita num bom jogo para este domingo. “O Palmeiras jogou muito bem contra o Grêmio e vem mantendo a regularidade, assim como o São Paulo, que apesar da derrota para o Internacional (RS), está se reencontrando. Vou torcer por um ótimo jogo”, revelou Palhinha.
Palmeiras e São Paulo já se enfrentaram 47 vezes pelo Campeonato Brasileiro com vantagem para o time de Palestra Itália. Desde 1971 foram 16 vitórias do alviverde, 8 vitórias do São Paulo e outros 23 empates. No último confronto, que aconteceu na quarta rodada do primeiro turno, o São Paulo bateu o Palmeiras por 1 a 0 no Morumbi, com um gol do atacante Fernandão. Na história, foram 282 jogos com 99 vitórias do São Paulo, 93 do Palmeiras e 90 empates.
Ficha técnica
Palmeiras: Deola; Vitor, Danilo, Maurício Ramos e Rivaldo; Pierre, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga; Valdívia e Ewerthon.
Técnico: Luis Felipe Scolari.
São Paulo: Rogério Ceni; Jean, Miranda, Alex Silva e Richarlyson; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Lucas e Jorge Wagner; Dagoberto (Ricardo Oliveira) e Fernandão.
Técnico: Sérgio Baresi.
Arbitragem: José Henrique de Carvalho, Emerson Augusto de Carvalho e Marcio Luiz Augusto (todos de São Paulo).
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).
Data e horário: dia 19 (domingo), às 16h.