Jorge Wagner nos 3 a 1 para o Inter (foto: Paulo Pinto/AE)
Algo muito pequeno para um time que nos últimos quatro anos vem brigando por título e que não sabe o que é disputar uma Copa do Brasil desde 2003. Mas nesses sete anos não apareceu um Internacional para acabar com o ano. Aliás, o time gaúcho apenas jogou a pá de cal em uma temporada para ser esquecida pelos são-paulinos. Contratações frustradas, um técnico interino que está virando efetivo por falta de opção… foram só alguns dos fatos que fizeram o Tricolor colecionar decepções na temporada.
Ironicamente, um dos pontos fortes da equipe nesses sete anos passados, sua defesa, foi o setor que mais comprometeu ontem. Até mesmo Miranda, que para muitos torcedores é o melhor zagueiro em atividade no futebol brasileiro, deu um show de trapalhadas.
Na quarta-feira, 15, em entrevista concedida logo após o treino, ele alertou que se a equipe quisesse algo maior contra os gaúchos, deveria ter atenção durante os 90 minutos. Algo que faltou para ele. Avoado, foi presa fácil para D’Alessandro e companhia.

Nem mesmo aquela tranquilidade que o zagueiro sempre demonstrou durante as partidas foi visto.O fantasma da eliminação da Libertadores ainda rondava sua cabeça, afinal de contas, ele estava em campo nos dois jogos contra o Inter e sofreu nas mãos de Alecsandro, Giuliano e companhia.
Erros cruciais
Aquele papo de que não havia clima de vingança era uma grande balela. Durante todo o jogo, não faltaram divididas e jogadas mais ríspidas. Inclusive Miranda, que como um zagueiro daqueles mais grossos acertou um tapa no rosto de Leandro Damião no primeiro tempo, mas para sua sorte, o árbitro viu uma falta do Colorado nele. O garoto do Inter fez o defensor são-paulino de gato e sapato durante todo a partida.
No primeiro gol dos gaúchos, Miranda se preocupou mais com a bola ao invés de olhar para o adversário e acabou deixando Índio livre para cabecear e achar Wilson Mathias na área. No segundo gol, tudo começou com um recuou precipitado do zagueiro para Rogério Ceni, que apertado, teve que chutar para fora. Até a parceria com Ceni não encaixou.
Miranda por muito pouco não deixou o São Paulo em julho. Ele recebeu alguns sondagens, mas nada que empolgasse o clube ou o jogador. Mas sua expectativa era de partir. Não aconteceu. Pelo menos de corpo, porque de mente, faz alguns jogos em que o zagueiro não lembra nem de longe o jogador que se tornou unanimidade da torcida.