De nostalgia.
Depois das derrotas contra Botafogo e Internacional, o presidente resolveu encarar a realidade.
Vai fazer uma reformulação de verdade no time de futebol.
Não como foi a desse ano.
Quando contratou vários jogadores baratos e deixou a base.
Jogadores acostumados a bater ponto no clube.
E que não empolgam em jogar no São Paulo.
Atuar no clube virou um emprego burocrático.
Nem parece que é atuar no único clube brasileiro três vezes campeão mundial.
Três vezes campeão da Libertadores.
Seis vezes campeão brasileiro.
Correm, suam, mas falta emoção, vibração.
É um casamento desgastado.
A paixão sumiu.
Dagoberto, Richarlyson, Miranda, Jorge Wagner sabem que precisam mudar de clube.
Só poderão voltar a jogar o que sabem em um novo ambiente.
Mas eles fazem tudo para continuar no Morumbi.
Fazem mil exigências para sair.
No São Paulo têm infraestrutura, bons salários em dia.

globoesporte
Está tudo morno, mas no final do mês há como fazer um ótimo supermercado.
É a vida de um concursado público.
Sabe que ganha um dos maiores salários do país e não pode ser demitido.
Envergonhado com o que viu no Morumbi ontem, Juvenal Juvêncio promete finalmente agir.
Orgulhoso por natureza, beirando a prepotência, muitas vezes, o presidente também detestou outra coisa.
Os discursos submissos de Sérgio Baresi.
"Ah, o Botafogo nos dominou. Mereceu vencer."
"O Internacional foi bem melhor do que nós..."
Não é esse tipo de treinador que ele deseja comandando o São Paulo.
Se com Autuori está difícil, já sondou Fernandão sobre Abel Braga.
Ele quer alguém com pulso, que não aceite derrotas.
Viu que não adianta tanta cavalheirismo.
Isso passa uma idéia de aceitar a superioridade alheia.
Não combina com o gênio de Juvenal Juvêncio.
Ou como algum são paulino vai negar que não doeu ouvir um blasé Celso Roth falando que seu Inter poderia ter goleado, feito muitos outros gols?
Mas que 3 a 1 estava bom?
Com esse estado de ânimo, o filme Soberano entra em cartaz.
Para quem ainda não sabe, ele mostra as conquistas dos Brasileiros do São Paulo.
Pior época para o lançamento, impossível.
É comprar o ingresso, sentar e chorar.
Ao final da sessão lembrar do antigo e saudoso humorista Lilico.
Ele fazia uma ácida crítica à sua atual realidade e a comparava com o que já havia vivido.
E saia de cena batendo em um bumbo, cantando:
"Tempo bom, não volta mais..."
