Sérgio Baresi assumiu interinamente não só com a missão de renovar o time e usar jovens da base, como Casemiro e Marcelinho. Também abdicou do tradicional 3-5-2. Jamais começou uma partida com ele. Parreira também não costuma usá-lo.
"As equipes se fortaleceram muito no meio. Tirar um cara dali para a entrada de um terceiro zagueiro deixa a linha do meio desprotegida, mesmo que na teoria se tenha cinco homens por ali. Temos que ser fortes na marcação e chegarmos bem ao ataque", declarou Baresi.
Mas o traço mais marcante do time do Morumbi com os de Parreira é a constância nos passes. Segundo o Datafolha, o clube é o líder na troca de toques no Brasileiro, ao lado do Corinthians. E é o segundo com mais êxito no passe, atrás só do Santos.
Já os lançamentos são raros. O São Paulo é apenas o 14º que mais tenta a jogada.
Baresi treina em exaustão trocas de passes curtos e aproximação de jogadores. A ideia é que o São Paulo só arrisque um passe mais profundo ou uma jogada individual quando o adversário vacilar na movimentação.
"Admiro os métodos do Parreira como treinador. Essa coisa dos times dele de verticalizar a jogada, valorizar a posse da bola, estar sempre com ela. É disso que eu gosto", falou Baresi.
Questionado sobre seu estilo, Parreira não titubeia. "Gosto de time que fica com a bola. Aquele meu Corinthians [de 2002], lembra? Não perdia a bola."
As coincidências não param por aí. Ambos citaram as mesmas equipes a serem copiadas: Barcelona e seleção espanhola.
Parreira não deu certo no São Paulo em 1996. Mas brilhou no rival Corinthians seis anos mais tarde.
