Contra o Atlético-PR, sob o comando do na época interino Milton Cruz, dia 8 de agosto, Marcelinho fez sua estreia pelo profissional. Franzino e desconhecido da torcida, mas já talentoso, o garoto de 18 anos ficou poucos minutos em campo. O suficiente para deixar a comissão técnica, ainda sem Baresi, empolgada com o futebol apresentado. Foi a primeira vez em que foi relacionado. A oportunidade veio com o veto de Dagoberto, que não viajou com o grupo.

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Na época com 66 quilos, o meia estava no CT há alguns dias. Subiu depois de Casemiro, Zé Vítor e Lucas Gaúcho. Desde então, um trabalho específico começou a ser feito. De lá para cá, são três quilos a mais de massa magra. Nos cinco anos da base (entre 2005 e 2010), o jovem confessou em entrevista recente ao LANCENET! que também recebeu atenção especial e cresceu oito centímetros no período.
– O mérito é dele, é um garoto bom mentalmente. Ele acredita no potencial que tem. Está em processo de maturação, então ainda vai ficar mais forte. Tudo sem perder potência e velocidade – disse o preparador físico Carlinhos Neves.
O cuidado da comissão técnica é para não fazer com que Marcelinho perca a habilidade que carrega desde as categorias de base, quando trabalhou com Sérgio Baresi, sendo campeão da Copinha. Com o treinador, o camisa 37 ganhou mais oportunidades. Contra o Corinthians, entrou no intervalo, já com 2 a 0 para o rival, e deu conta do recado. Depois, nos cinco jogos seguintes, foi titular em todos. Neles, mudou o jeito de o time jogar, marcou um gol e ainda deu duas assistências para Fernandão fazer.
Como estava acostumado com o ritmo da base, outro trabalho com o garoto é para que ele adquira condições de suportar o ritmo do profissional durante os 90 minutos.
– Muda tudo, é bem diferente. Precisa se condicionar para isso também – afirmou Carlinhos.
Cada vez mais preparado, Marcelinho é aposta para domingo. O Botafogo que se cuide no Rio.
Com a palavra: Carlinhos Neves (preparador físico)
"Ele faz as atividades no Reffis com todos do grupo. Como está em fase de formação, então cumpre algumas etapas que os outros já cumpriram anteriormente. Além do controle na alimentação, também tem um biótipo bom geneticamente, o que o ajuda a responder com maior facilidade ao trabalho empregado. Tem uma boa herança genética. É um trabalho que já fizemos com outros atletas, algo importante, que procuramos observar para poder ajudá-lo."

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press