A diretoria do São Paulo avalia que a assinatura como testemunha do ministro do Esporte, Orlando Silva Jr, no contrato firmado entre Corinthians e Odebrecht para a construção do estádio torna pública a participação do Governo Federal na escolha do estádio paulista para abrir a Copa do Mundo de 2014. O estádio do Morumbi, do São Paulo , foi vetado pela Fifa e o projeto corintiano apontado pelo Comitê Organizador Local (COL) e pelo Governo paulista como a única opção.
Já estava mais do que público que houve uma solicitação do Governo. E agora isso (a assinatura) só vai instrumentalizar o que todo mundo falava, disse ao iG Adalberto Baptista, diretor de marketing do clube e integrante do comitê Morumbi 2014.
Pela posição de ministro, assinar mesmo como testemunha um contrato privado me estranha. O documento assinado é um termo entre Corinthians e a construtora Odebrecht, que prevê que as duas partes precisam cumprir exigências para que o contrato seja firmado em janeiro de 2011.
A diretoria do São Paulo continua captando investimento para fazer a reforma do Morumbi, que deve gastar algo próximo dos R$ 200 milhões.
A Fifa considerou o projeto inadequado para a abertura, já que precisaria de um investimento maior, cerca de R$ 630 milhões. A entidade sempre apoiou a construção de um estádio e o projeto corintiano era a única opção, já que a possibilidade de levantar uma arena em Pirituba, zona noroeste de São Paulo , foi descartada.
