"Eu estranhei muito porque a imprensa chegou antes dos pichadores. Foi algo tramado, avisado antes para a imprensa", reclamou o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes. "Já passamos isso ao departamento jurídico do clube, que vai tomar providência policial e procurar saber como esta coisa foi preparada antecipadamente", comentou o cartola.
Não foi a primeira vez neste ano que os muros do CT foram pichados. Só que, em junho, o vandalismo teve como praticantes os próprios torcedores do clube. Na ocasião, a vítima foi o então técnico são-paulino Ricardo Gomes, considerado culpado pela irregularidade da equipe.
Como um dos escritos fazia menção ao Fielzão, João Paulo de Jesus Lopes aproveitou para voltar a criticar a escolha da CBF e da Fifa. "Pelo que entendi, a CBF deve ter feito suas análises e, imagino, que com uma profundidade e discernimento que fez em relação ao Morumbi, optou por outro estádio", ironizou. "A partir do instante em que o Morumbi não foi aprovado, após todo aquele ritual de apreciação, de exigências, após a negativa da Fifa e principalmente da CBF, o São Paulo deixou de ser parte e, obviamente, que outro estádio deveria ser habilitado para a cidade de São Paulo sediar a Copa do Mundo", acrescentou.
Vale lembrar, que, mesmo excluído do Mundial, o Morumbi passará por obras de melhorias. O clube costurou um acordo de financiamento das despesas com a Caixa Econômica Federal.

Funcionários limpam pichações no muro são-paulino no CT da Barra Funda