"Trabalhamos ontem (quinta-feira), antes do coletivo, e hoje, das 9 às 10 (sem presença de jornalistas) fazendo um trabalho sobre o que observamos do São Paulo e alguma coisa pode mudar", afirmou o treinador. "Foi feito um trabalho e espero que a equipe consiga executar, ser mais eficiente e feliz." Na quinta-feira, os jornalistas nem viram o treino dos titulares. Ontem, entraram no clube apenas quando um descontraído dois toques acontecia. Misterioso, Adilson evita dar pistas de sua "surpresa" para o são-paulino Sérgio Baresi. "Pode ser um jogador, dois posicionamentos. Baresi é novo, vamos deixá-lo pensando um pouquinho a mais."
Antes de encarar o Palmeiras, Adilson adotou a tática do mistério. Escondeu a escalação e surpreendeu ao adotar esquema mais cauteloso. Agora, depois de três jogos, deve ousar, partir para cima, como fazia no Cruzeiro.
"Não é chamar atenção, não gosto dessa situação (fechar os treinos), pois o atleta que resolve. A gente elabora e eles que executam", observou. "Queria tudo mastigado, quero saber o que vocês estão escrevendo, mas vamos esperar amanhã (domingo). Isso faz parte do futebol, evidente que o Baresi tem colhido algumas informações, visto nosso time e também pode mudar. É um detalhe e acho que ajuda."
Adilson vem colocando sempre o argentino Defederico durante os jogos. E na quinta-feira observou bastante Danilo num jogo-treino diante do Nacional, no qual o meia atuou mais avançado. A surpresa pode vir daí, ou ser apenas um jogo de palavras.
"Muita gente cresceu nos treinos e vamos precisar deles. Não vou ter medo de utilizar."
Diferentemente de Mano Menezes, que tinha seus homens de confiança, como William, Adilson já adiantou ao grupo, em reunião, que ninguém tem cadeira cativa e, que, o melhor dos treinamentos será o escolhido para jogar. Será?
-------------------------------------
foto spfc.net A Surpresa
