O superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha pode ser o próximo a deixar o São Paulo. Depois da saída do técnico Ricardo Gomes, o dirigente colocou seu cargo à disposição para o caso de o presidente Juvenal Juvêncio decidir ampliar as mudanças.
"Não estou saindo do clube, mas deixei à disposição da diretoria se quiser mudar mais. Não sou apegado ao meu cargo, e sim ao São Paulo. Se quiserem fazer mudança, não tenho problema. Estou há oito anos aqui e vai chegar o momento de deixar, não sei se agora ou no fim do ano. Acho que tenho um trabalho bem realizado e não quero deixar o São Paulo de uma maneira triste", afirmou o dirigente, no vestiário da Arena da Baixada, depois do empate por 1 a 1 com o Atlético-PR.
Marco Aurélio sente o desgaste nos bastidores do Morumbi, pois costuma entrar em conflito com a opinião de outros integrantes da cúpula do clube. O superintendente, que também é médico, era um dos admiradores do técnico Ricardo Gomes e foi o único representante da diretoria a acompanhar o ex-treinador em sua última entrevista no São Paulo, depois da eliminação na Libertadores.
Porém, Marco Aurélio ficou mesmo chateado com a demissão do fisiologista Turíbio Leite de Barros, que trabalhou por 25 anos no clube e foi dispensado há algumas semanas.
"Não fiquei chateado pela saída do Turíbio, mas sim pela forma como aconteceu. Mas há democracia no futebol e deixo a diretoria à vontade. Eu me sinto feliz. Porém, quando sentir que perdi meu poder de decisão, eu deixo o clube", afirmou, em tom de despedida.
