Chefe do comitê paulista diz que novo estádio só sai com iniciativa privada
Caio Carvalho, que também comanda a SPTuris, já falou com o governador e o prefeito de São Paulo, que disseram que não investirão na construção
Fonte Globo Esporte
16 de Junho de 2010
O Presidente da SPTuris e coordenador do Comitê Paulista para a Copa de 2014, Caio Carvalho, afirmou em entrevista à rádio "Jovem Pan" que um novo estádio na cidade de São Paulo só vai sair com a existência de um investidor privado.
- Numa cidade que já tem o Morumbi, o Palestra Itália, o Pacaembu e o Canindé, só se admite um novo estádio com ajuda integral da iniciativa privada. Seria criminoso para qualquer gestor gastar esse dinheiro, principalmente porque temos exemplos de que ninguém cuida depois. Basta ver o que aconteceu no Rio de Janeiro após o Pan-Americano – disse o dirigente.
Caio Carvalho já conversou com o governador Alberto Goldman, com o ex-governador José Serra e com o prefeito Gilberto Kassab, que manifestaram opiniões iguais.
- Todos nós pensamos da mesma maneira. Se acontecer isso (uso do dinheiro público), serei o primeiro a sair do comitê e a fazer a denúncia. O presidente Juvenal Juvêncio não tinha como aceitar um projeto de R$ 640 milhões. A conta não fecha. Depois, é a viúva quem paga a conta. Não adianta querer jogar tanto dinheiro para uma coisa que não tem ninguém para tomar conta depois – afirmou o dirigente.
Carvalho duvida que apareça algum investidor privado disposto a montar um novo estádio.
- Um novo estádio em São Paulo custaria R$ 800 milhões, fora as obras do seu entorno. Seriam mais R$ 500 milhões. Ninguém vai fazer um estádio de 70, 80 mil pessoas para ninguém. Se o Corinthians quiser usar e tiver dinheiro, ótimo. Se alguém montar o estádio, poderemos discutir o assunto. Mas duvido que isso vá acontecer.
Para concluir, Carvalho não entende a razão de tanta perseguição ao estádio do Morumbi.
- A decisão (de excluir o estádio da Copa) não me surpreendeu porque o Morumbi sempre foi alvo de perseguição. Com tantos problemas que temos na Ãfrica, não entendo o Morumbi ser vetado só porque não apresentou garantias dos R$ 640 milhões. É um projeto mais simples, feito todo com iniciativa privada. Tem maquetes que nem saíram do papel e foram aprovadas. Soa estranho para qualquer cidadão inteligente – concluiu.
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