Da Lupa nega troca de favor com São Paulo após eleição do C-13
Fonte Gazeta Esportiva
13 de Abril de 2010
Horas depois de o presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, votar em Fábio Koff na eleição do Clube dos 13, o time finalmente conseguiu acertar o empréstimo do atacante Roger, do São Paulo. O dirigente, no entanto, garante que um fato em nada tem a ver com o outro. O mandatário negou troca de favor com Juvenal Juvêncio, presidente tricolor que apoiou a reeleição de Koff.
"Marcaram algumas reuniões, eu não fui em nenhuma e votei no Fábio Koff por convicção. O fato de o São Paulo ter acertado esse empréstimo em nada tem a ver com o Clube dos 13. Eu não vendo voto por esse tipo de transação", disse Da Lupa, em declaração à Espn Brasil.
As negociações entre a Lusa e Roger estavam se arrastando há algumas semanas - o clube disputava com o Vitória-BA para receber o atacante emprestado. No Morumbi, havia a expectativa da chegada de uma proposta internacional. Nesta terça-feira, não só o acordo foi confirmado, como o time conseguiu que o Tricolor ajudasse a pagar parte dos salários.
O diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, também negou a troca de favores. "Isso é uma bobagem. Era uma negociação antiga. Além disso, o Roger já tinha sido liberado em outras oportunidades para clubes diferentes. Já o Vagner Diniz foi emprestado ano passado para o Santos, que não tem qualquer ligação política conosco", afirmou, citando também a ida do lateral direito para o Atlético-PR.
Além disso, Da Lupa negou que o voto em Koff tenha sido motivado por uma insatisfação com a CBF, que não apoiou o clube no processo contra o Guarani em 2009 - o clube reclamou da escalação irregular de Bruno Cazarine, do Bugre, na Série B do Campeonato Brasileiro, o que tiraria pontos do time campineiro e daria vaga de acesso aos lusitanos. Entidade apoiava Kléber Leite, candidato de oposição no C-13.
"Na realidade, ninguém (da CBF) falou pessoalmente comigo sobre isso (processo). Tive um encontro na Federação Paulista e nem compareci. Cheguei lá cinco minutos antes para votar no presidente (Marco Polo del Nero, reeleito em março) porque entendi que era voto único. Ninguém propôs nada e ninguém falou comigo", disse, negando conversas quanto às chances de a Lusa buscar o acesso no 'tapetão'.
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